quinta-feira, 20 de maio de 2010

O Sábado Bíblico - parte 2

Parte 2 - O Sábado com o povo de Israel

Mas vamos ao texto de Exôdo 16: 23-30 e ver o que o povo já sabia sobre o sábado e o que Deus ensinou ali.
“Respondeu-lhes ele: Isto é o que disse o Senhor: amanhã é repouso, o santo sábado do Senhor; o que quiserdes cozer no forno, cozei-o, e o que quiserdes cozer em água, cozei-o em água; e tudo o que sobrar separai, guardando para a manhã seguinte.
E guardaram-no até pela manhã seguinte, como Moisés ordenara; e não cheirou mal, nem deu bichos. Então, disse Moisés: Comei-o hoje, porquanto o sábado é do Senhor; hoje, não o achareis no campo. Seis dias o colhereis, mas o sétimo dia é o sábado; nele, não haverá. Ao sétimo dia, saíram alguns do povo para o colher, porém não o acharam. Então, disse o Senhor a Moisés: até quando recusareis guardar os meus mandamentos e as minhas leis? Considerai que o Senhor vos deu o sábado; por isso, Ele, no sexto dia, vos dá pão para dois dias; cada um fique onde está, ninguém saia do seu lugar no sétimo dia. Assim, descansou o povo no sétimo dia.”


Bom, primeiramente vamos considerar o aspecto da importância do sábado. Na sua providência do maná, Deus deixa claro a importância da observância do sábado e Ele reforça isto várias vezes.
Outro aspecto muito interessante, que revela o infinito amor e cuidado de Deus por aquele povo e por nós, como seus filhos, é que Deus providencia tudo o que precisamos para que possamos guardar o Seu Santo sábado e para que nada nos falte neste dia, assim como providenciou para aquele povo.
Veja que lindo isto: aquele povo era um povo que vinha de um longo período de escravidão – privação total de tudo, de todo o conforto e maximamente explorado. Um animal de carga era infinitamente melhor tratado que um escravo. Deus em seu amor e misericórdia por eles, em consideração para com sua jornada naquele deserto – tendo que carregar tanta coisa, imagine: montar e desmontar casa, acompanhar os animais, cuidar das crianças e dos velhos e etc, etc, nossa, imagine! Deus então mostra um amor imenso dando a eles o pão de cada dia, um milagre realizado todos os dias da semana – o “pão que caia do céu”; não teriam mais que se ‘matarem’ de tanto trabalhar e ficarem preocupados por um bocado miserável de pão, não! Deus agora era O provedor e Mantenedor. Poderiam cuidar de suas coisas, de sua jornada, de sua vida sem terem que se preocupar com o pão, em dia nenhum (!), para que no sábado estivessem ‘mais livres’, ‘mais descansados’ para adorar ao Criador, ao Mantenedor. Deus lhes dá um refrigério... Se mostra interessado com um aspecto de seu cotidiano; um povo que estava tão acostumado a ser explorado e mal tratado apenas por um bocado de pão por dia, agora tinha um Provedor interessado, inclusive, em que eles tivessem algum descanso. Assim Deus faz para conosco até hoje, também.
Note, o maná caía toda a semana e na sexta-feira tinha em dobro para o sábado. Deus, também providencia para nós, hoje, para que tenhamos o suficiente ou em abundância (conforme sua sabedoria e conhecimento de cada um de nós, conforme o que ele quer trabalhar em nós – pois é um Pai de amor que quer o nosso crescimento, de todos os aspectos de nossa vida, sempre), a fim de que tenhamos total condição de ir adorá-Lo no sábado, livres de toda a preocupação com nossa vida cotidiana neste dia. Deus mostrou isto no passado e ainda mostra hoje. Deus é fiel, é um provedor do pão de cada dia e do pão espiritual. É o mesmo Deus que quer nos prover refrigério para a alma, da escravidão do pecado; e ainda aqui quer nos prover um descanso para as labutas da vida. Por isso Ele nos deu Sua Lei, que nos mostra o que é pecado; por isso nos proveu Jesus que nos oferta, de graça, a remissão e salvação do pecado. (I João 3:4, Romanos 3:20, João 3:16). Quando entendemos isto podemos dizer como o salmista em Salmos 119:45 “Andarei em liberdade; pois busquei os Teus preceitos” ou ainda entenderemos o que Cristo disse em João 8:32 “e conhecereis a verdade e ela vos libertará”. Vale a pena lembrar aqui que a Verdade me liberta da escravidão do pecado e não da obediência a Lei. Senão, o evangelho em Cristo não faria sentido, assim como o explica muito bem Paulo no livro de Romanos e Galátas e mais celébremente em Romanos 3:31. Se a Lei não precisa ser obedecida em sua totalidade Cristo não precisaria ter feito tal sacrifício por nós.
Outra coisa que podemos apreender desta experiência do maná vivida pelo povo de Israel e relatada na Bíblia, é que foram realmente abençoados os que acreditaram e obedeceram. Aqueles que não creram não puderam receber ou ter a benção no sábado, nem do maná, e acabaram privados das bençãos sabáticas também, pois sofreram as consequências da preocupação e da culpa, certamente, por não terem agido da forma requerida e ainda passaram fome. Ou seja, sofreram as consequências de seu pecado. Por outro lado, Deus protegeu o povo que confiou e obedeceu das consequências de ficar sem a colheita do maná e tiveram um sábado farto e deleitoso na presença de Deus, pois os cuidados da ‘vida-não-guiada-por-Deus’ não os impediu de usufruirem das bençãos do sábado.
Deus já opera um milagre, dia após dia, durante toda a semana, na sua vida, assim como foi o do maná, para que você possa ir adorá-Lo no sábado. Ele permite que você acorde com vida, tenha saúde, um trabalho, capacidades aperfeiçoadas, livre escolha – Deus não o coage, não o obriga, ele convida – “Lembra-te”; Deus lhe permite, ou a muitos, muito conforto e total condição de adorá-lo, o que está faltando para que você possa aceitá-Lo e possa oferecer a Ele total gratidão em forma de obediência, hum?
Precisamos crer e precisamos obedecer. “A dúvida, a desobediência e a curiosidade vãs são as forças que dirigem aqueles que ainda não aprenderam a ser dirigidos pela Palavra de Deus.”

Em que outro momento, ainda neste contexto de ‘organização’ do povo, Deus faz referência ao sábado e o que isto significa? Êxodo 23:12.
“ Seis dias farás a tua obra, mas, ao sétimo dia, descansarás;.para que descanse o teu boi e o teu jumento; e para que tome alento o filho da tua serva e o forasteiro.”


Significa que o princípio do sábado rege as leis de Deus.
Observe pelo contexto bíblico (o assunto abordado no capítulo, no capítulo anterior e no posterior) que Deus estava dando outras orientações sobre vários assuntos e lá no ‘meio’ deles aparece o assunto do sábado novamente. Perceba, então, como o sábado é parte fundamental das ordenanças, das leis, da ordem instituída por Deus para as Suas coisas.
Entenda o seguinte: o povo que agora estava sendo conduzido pelo próprio Deus, naquela época, era um povo que vinha de uma história de tanta exploração, de uma escravidão tão forte no meio de uma cultura tão pagã, que já havia perdido a sua identidade de povo, de cidadãos, de pessoas humanas. Deus teve que os ensinar e “colocar ordem” em todas as coisas, orientando, dando leis para todos os assuntos, desde higiêne, alimentação, vida social até reforma agrária e condução dos negócios. Todas estas leis mais detalhadamente podem ser conferidas no livro de Levíticos. Entretanto, no meio destas leis, quando o Senhor aborda estes outros assuntos do cotidiano, Ele volta a repetir sobre o sábado. Dos mandamentos do decálogo é o único que Ele volta a enfatizar no meio das outras ordenanças. Perceba, então, a importância do sábado na ordem das coisas de Deus.

Mas qual a validade, a durabilidade desta Instituição? (será que era só para aquela época?) E do que o sábado é sinal? Êxodo 31:16-17.
“Pelo que os filhos de Israel guardarão o sábado, celebrando-o por aliança perpétua nas suas gerações. Entre mim e os filhos de Israel é sinal para sempre; porque, em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, e, ao sétimo dia, descansou, e tomou alento.”


A validade do sábado, então, é para sempre. É perpétuo.
É um sinal, para sempre, de que nós pertencemos a Deus. É um sinal perpétuo de Deus como criador e foi observado, guardado, pelo próprio Deus.
Não foi algo criado e ‘desfeito’ por Deus, a posteriore, por este ou aquele evento histórico-religioso. Não foi abolido ou mudado por Deus ou autorizado por Ele qualquer mudança neste sentido, porque a palavra de Deus é fiel assim como Ele o É. (Salmos 119:89, Isaías 40:8, Mateus 5:18, Mateus 24:35, Apocalipse 1:8, Tiago 1:17). Volto a dizer que, quando anulamos um dos mandamento tornamos a Lei de Deus sem importância. Oras, se os mandamentos não precisassem ser obedecidos em sua totalidade, se Eles não fossem tão importantes a ponto de refletir (veja bem, refletir!) o caráter de Deus perante todo o universo, se Eles não fossem a ordem de Deus, santa, para todas as coisas que regem o universo, bem, Jesus não precisaria ter morrido. Você não acha que seria muito estúpido da parte de Deus, sacrificar o seu próprio Filho, por raça tão desobedientes como nós, apenas para “consertar” a Lei que foi quebrada, uma Lei que tanto faz ser obedecida na totalidade ou não?? Nossa, isto seria a coisa, me desculpe mas, a coisa mais sem sentido de todo o universo! A Lei de Deus é Santa, todos os seus preceitos são santos e tanto é que precisou que o próprio Filho de Deus viesse para morrer por nós e nos dar a change, de através de Sua vitória, sermos vitoriosos também na obediência desta mesma Lei.
Outro aspecto dentro deste contexto é que, da mesma forma, não há autorização de Deus, em parte alguma da Bíblia para um “procurador” Seu, aqui desta terra, com ‘poder outorgado’ para responder por Ele, para tomar decisões por Ele, principalmente ‘desautorizando’ sua palavra. (Deuteronômio 32:4, Salmos 146:6). Este é um assunto inclusive que nos distingue como protestantes! Se você é protestante, como eu, porque justamente no assunto de vital importância para o seu encontro com o seu amado Mestre você aceita ensinamentos baseados puramente num tradicionalismo mundano imposto por outros e não pregado na Bíblia? Quero realmente fazê-lo pensar nisto. (Anexo II ).
Não faria o menor sentido Deus instituir um princípio, colocando seu próprio selo, e depois “mandar um recado”, dizendo que isto não vale mais. Isto não corroboraria com uma das características e qualidades que fazem de Deus o Eu Sou, que é a Fidelidade. Aliás, temos em Sua palavra, a Bíblia, uma advertência exatamente neste sentido: de que no ‘futuro’ haveria um poder, terreno, que usurparia para si o título de “procurador” de Deus e cuidaria de mudar os tempos e as leis, mas este poder não representaria as obras do Altíssimo (Daniel 7:25).
Porque não poderia ser assim? Fazendo uma analogia bem simples agora: Porque Deus é fiel, sua palavra é imutável, seus princípios são eternos! E porque o único representante de Deus nesta terra, veja bem, NESTA e não DESTA, é o Espírito Santo provindo de parte deste mesmo Deus (João, capítulos 14, 15 e 16 e Atos, capítulos 13 e 16, dentre outras referências, tratam disto muito bem e claramente). Então, aquele que muda o que está na palavra de Deus, que muda os princípios contidos lá, por simples adequação as tradições e interesses terrenos... ou de qualquer outra forma, não está fazendo a vontade de acordo com a palavra de Deus, que é imutável, por conseguinte não está sendo regido pelo poder de Deus (Anexo III).
E já que estamos tratando aqui da validade dos Mandamentos, se faz necessário comentar que o argumento muitas vezes usado para respaldar o anulamento da Lei Moral (os 10 mandamentos), de que Jesus anulou esta Lei quando por ocasião de sua morte é totalmente rebatido pelo próprio Jesus que ainda nos disse isto em tom de alerta: “ Não cuideis que vim destruir a Lei ... até que o céu ou a terra passem nem um jota ou um til se omitirá da lei” (Mateus 5:17 e 18) ou ainda, “Eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai” (João 15:10); e Isaías explicando sobre o mesmo assunto diz que o Filho do Homem veio para “engrandecer a lei e torná-la gloriosa”. (Isaías 42:21).

Por ocasião da entrega das 2ªs. tábuas da Leis qual é o mandamento que Deus faz menção especial? E qual a advertência que Ele faz também? Êxodo 35:2.
“Trabalhareis seis dias, mas o sétimo dia vos será santo, o sábado do repouso solene ao Senhor; quem nele trabalhar morrerá.”


Veja que Deus renova a importância da guarda do sábado, inclusive de forma bastante enfática quanto à consequência de não fazê-lo. Estaria Deus sendo tirano e duro, porque aquele povo era “difícil”? É... talvez. Assim como muitas vezes temos que ser mais duros com uma criança ou mesmo com um adulto que não consegue entender as coisas a menos que o mesmo se sinta ameaçado pelas consequências de não fazê-lo, Deus poderia aqui estar usando de uma linguagem mais próxima ao entendimento daquele povo sim (e de nós humanos teimosos!). Todavia isto não combinaria com duas das atribuições do caráter de Deus: Ele é amor e é verdade. E não combinaria também com um dos princípios de Seu regimento sobre as coisas do universo: o livre arbítrio. Esta primeira interpretação seria ver as coisas de Deus da forma como a nossa ‘teimosa e egoísta’ mente humana nos faz ver.
Pensando pelo lado de que Deus é amor e é verdade, aqui ele está apenas deixando muito claro uma verdade.
Você morre por trabalhar aos sábados? Foram mortos aqueles que saíram para colher o Maná aos sábados? Morremos quando escolhemos viver os sábados do jeito que queremos? Não. Não de imediato. E aqui está o mesmo ardil usado pelo Inimigo quando da tentação de Eva, não é mesmo? E com isto pensamos que está tudo certo. Abusamos da misericórdia divina.
Vejamos dois aspectos importantes desta consequência dita de forma tão explícita por Deus. O primeiro deles é de consequência imediata. Morremos sim, morremos espiritualmente cada vez que não guardamos o sábado como se deve. Deixando as ambições e o esforço humano serem o nosso guia e o nosso ‘deus’, sendo mais importantes do que a obediência a Deus e ao sacrifício de Jesus por nós, colocamo-nos desta forma sempre um pouco mais longe de Deus. A consequência deste comportamento é o que vivemos e ouvimos todos os dias, nos cada vez mais desesperançados e violetos noticiários, na TV, por exemplo. Mas ainda neste ponto há uma chance de mudança, de retorno.
O segundo aspecto mostra uma consequência “mais futura” todavia fatal. Por que uso as aspas? Porque, meu amigo, se você vier a não pertencer mais ao mundo dos vivos logo mais, o futuro já terá chegado pra você. Então precisamos ter um cuidado quando pensamos em futuros muito distantes. Ainda mais quando isto coloca em jogo a nossa salvação, o nosso ‘direito’ de estar para sempre com Deus.
Pois é, pensando um pouco mais fica claro que morremos sim e morreremos mesmo, eternamente. Não poderemos estar com Deus, porque não o aceitamos como nosso Deus e não obedecemos aos seus mandamentos.
Se eu nunca obedeço o que Deus me pede para ser feito ainda aqui, como eu poderei estar a salvo e para sempre com Ele fazendo exatamente aquilo que eu não quis fazer (aqui) numa nova terra, num paraíso, heim?! Isto realmente seria o inferno!
Você consegue perceber que quando eu obedeço a Deus, de livre e espontânea vontade, é porque eu o Amo? Você consegue perceber, de outro modo posto, que quando eu não obedeço estou dizendo que não concordo e que não aceito este Deus? Você consegue perceber que para que eu obedeça a Deus assim, eu tenho que primeiro então aceitá-lo, na pessoa de Cristo, como meu redendetor, como alguém que me amou tanto que que se dispôs a me substituir diante de Deus, pelo meu pecado? E é justamente depois que eu vou a Cristo e que O aceito que então eu tenho condição, de por amá-lo tanto, por ser tão grato, de obedecer-lhe, de fazer-lhe a vontade guardando ao mandamentos de Deus, todos! Isto é um amor incrível, que não precisa ficar usando de “mentirinhas” e subterfúgios, porque quer que você tenha consciência do que está fazendo e não que você se sinta, depois, enganado. Só um Deus grandioso e maravilhoso em amor pode fazer assim!
Por isso Deus foi muito claro ao relembrar a importância que tem o sábado dizendo também de forma explícita a consequência de não obedecê-lo. Porque Ele é amor, não quer te enganar, não quer te fazer perder tempo.
Talvez tantas especificações e lembranças, a princípio para aquele povo “difícil”, não sejam à toa e mesmo para nós hoje é de grande valia. O Senhor em sua sabedoria sabia que este seria um dos pontos controversos entre o povo de Deus da atualidade. Sendo assim deixou claro por toda a Bíblia a importância deste mandamento. Isto não quer dizer que os outros mandamentos estão excluídos porque não foram citados várias vezes. Acontece que os outros mandamentos não foram “modificados” ao longo da história da humanidade. Isto não é incrível?! Só o do sábado foi alterado!
Deus realmente sabe das coisas e tem guiado o seu povo ao longo da história deste mundo. Amém! E ele está nos dizendo: filho, não adianta você guardar todos os 9 e deixar este, eu preciso de sua obediência em todos os 10, como eu os escrevi, isto é importante para Mim porque quero ter você comigo muito breve; e isto é importante pra você pois deixará claro pra mim que você me ama e que quer estar comigo.
Sabe, Deus quer ter certeza de que você tenha entendido a vontade dEle, que você não fique enganado, ainda que o mundo diga o contrário, por isso as vezes Ele é bem claro e enfático. E principalmente para nós que nos preocupamos com nossa ‘saúde espiritual’, com o fazer a vontade de Deus, com seguir o que a Bíblia diz; aqueles para os quais a salvação da alma faz diferença, seria muito ruim perder o céu por tão pouco, não é mesmo?!
Já pensou você chegar e dizer: mas Senhor eu guardei os 9! E Deus, tristemente lhe responder: é filho, mas eu pedi com tanto ênfase mais aquele um, que para mim era especial, e você quis se deixar enganar e não me deu ouvidos. Infelizmente aqui não será um lugar pra você, porque Eu celebro o Sábado aqui (Isaías 66:22 e 23) e você não gosta disto. E eu quero meus filhos felizes aqui, não haverá mais tristezas (Apocalipse 21:4).
Então Deus está deixando claro o que Ele quer e como quer. Qual a importância principalmente deste mandamento que compõe os 10! E não só de 9. Não é fora de contexto e nem de utilidade que a Bíblia diz em Tiago 2:10 “Porque qualquer que guardar toda a lei e tropeçar em um só ponto tornou-se culpado de todos.”


Além da criação o que mais deveria ser celebrado no sábado, pelo povo de Israel? Deuteronômios 5:12-15.
“Guardo o dia de sábado, para o santificar, como te ordenou o Senhor, teu Deus.
...porque te lembrarás que foste servo na terra do Egito e que o Senhor, teu Deus, te tirou dali com mão poderosa e braço estendido; pelo que o Senhor, teu Deus, te ordenou que guardasse o dia de sábado.”


Um sábado para celebrar, para alegria, para gratidão, para recordar as bençãos da libertação do cativeiro. Desta maneira, também, como podemos extrair do texto, para praticar a misericórdia. Da mesma forma como Deus havia usado de misericórdia para com eles, com esta mesma misericórdia deviam eles tratar para com os seus próprios servos.
A mesma linha de pensamento é válida para celebrarmos o sábado hoje em dia. Praticando a misericórdia todos os dias, uma vez que nos “lembramos” do sábado nos outros dias, e nos reabastecendo dela, na Fonte, aos sábados. E agindo também com misericórdia neste dia (Mateus 12:12 “...portanto é lícito fazer bem ao sábado.”). Afinal temos sido alvos da misericórdia – além de todo entendimento – de Deus para conosco; e se de graça recebemos, de graça também ofertamos, praticando-a. (Mateus 10:8 “...de graça recebeste, de graça dai.”).
A celebração deste dia, como Deus pede, nos ajuda a lembrar de nossa “recriação” em Jesus Cristo, que nos libertou do cativeiro do pecado e nos reconciliou com Deus, através de seu sacrifício na cruz. Desta forma nos faz amá-Lo ainda mais, nos aproxima de Deus, nos faz melhores criaturas!

Um comentário:

  1. Juliana Angeleu Ponciano29 maio, 2010

    Oi, Cintia!
    Eu gostaria de informar que na minha religião também não acreditamos que Jesus anulou alguma lei, acreditamos que o nascimento, a vida, o sacrifício expiatório e a morte de Jesus cumpriram a lei de Moisés (Mateus 5:17 - Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir). Em razão disso é que não estamos mais aguardando por um Redentor, acreditamos que Jesus é o Cristo.
    Gostei do que você falou a respeito do Espírito Santo. Enquanto eu buscava uma religião eu não me sentia respeitada naquelas denominações que ensinam que apenas uma ou outra pessoa dentro da congregração tem sabedoria ou capacidade suficientes para compreender as palavras do Senhor. Em João 14:26 lemos: "o Espírito Santo (...) vos ensinará todas as coisas". Deus fala conosco pessaolmente por meio do Seu Santo Espírito.
    Na minha religião aprendemos que devemos agradecer aos protestantes, porque foram os seus pioneiros que lutaram para que a Bíblia saísse do domínio de um pequeno grupo dominante, para que hoje ela esteja nas mãos de todos aqueles que desejam lê-la.

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