quinta-feira, 20 de maio de 2010

O Sábado Bíblico - parte 4

Parte 4 - O Sábado na vida de Jesus e dos Apóstolos

O que o novo testamento nos fala sobre o sábado? Como Jesus viveu os sábados enquanto aqui viveu? Como os apóstolos viveram os sábados?

Só no novo testamento são mais de 50 citações a respeito do Sábado falando de como Jesus pensou e agiu para com este dia e de como os apóstolos também se comportaram neste dia. A primeira delas aparece em Mateus 12:1.

Guardava Jesus o Sábado? Mateus 12:1 e 9; Marcos 1:21; Marcos 6:2; Lucas 4:16
“Por aquele tempo, em dia de sábado, passou Jesus pelas searas... Tendo Jesus partido dali, entrou na sinagoga deles.”
“Depois entraram em Cafarnaum, e, logo no sábado, foi ensinar na sinagoga.”
“Chegando o sábado, passou a ensinar na sinagoga...”
“Indo para Nazaré, onde fora criado, entrou, num sábado, na sinagoga, segundo o seu costume, e levantou-se para ler.”


O próprio senhor do sábado, conforme as mesmas palavras de Jesus em Mateus 12:8, nos deu vivido exemplo de respeito, de separação, de guarda deste dia enquanto viveu entre nós. Vemos por estes textos, também, que não há desculpa alguma para não congregarmos, como irmãos, em nossas igrejas neste dia. O próprio Jesus ía a cada sábado, na “igreja” para congregar com eles, para participar com os seus – ensinando-os, como era seu costume, diz a Bíblia.
Portanto, não só devemos separar este dia para a adoração especial de nosso Deus, para reconhecê-lo como criador, mas devemos congregar como irmãos. A Bíblia e o próprio Jesus nos deixa claro que não há apoio divino para a religião do “eu sozinho”, quando há toda a condição para a congregação.

Além de ir a ‘igreja’ e ensinar, o que mais Jesus gostava de fazer neste dia? Mateus 12:10-12; Lucas 4:31-36; Lucas 4:38-39; Lucas 4:40-41; Lucas 13:10-17; Lucas 14:1-6.
“Achava-se ali um homem que tinha uma das mãos ressequida; e eles, então, com o intuito de acusá-lo, perguntaram a Jesus: É lícito curar no sábado? Ao que lhes respondeu: Qual dentre vós será o homem que, tendo uma ovelha, e, num sábado, esta cair numa cova, não fará todo o esforço, tirando-a dali? Ora, quanto mais vale um homem que uma ovelha? Logo, é lícito, nos sábados, fazer o bem. Então, disse ao homem: estende a mão. Estendeu-a, e ela ficou sã como a outra.”


Pelas quatro biografias de Jesus, na bíblia, poderemos constatar uma das atividades preferidas de Jesus aos sábados: “recriar” - curar! Lucas, praticamente se especializou em contar muitas delas, talvez por seu interesse especial na ciência de recuperar a vida.
E aqui, entre os homens, estava o doador da vida, o criador em pessoa, que se enternecia com os sofrimentos humanos e em acordo com o que Ele mesmo inspirou o profeta Isaías a nos dizer sobre o sábado, Ele mesmo cumpria: tornava o sábado deleitoso para todos os que estivessem junto dele, provendo vida e vida em abundância! Que maravilha! (João 10:10). Não fazia o bem para proveito próprio, mas adorava no sábado e exaltava o Deus Pai, com a recriação de seus filhos, para que os mesmo tivessem toda a condição de vida, para adorar o mesmo Deus. Redimir o corpo de seu estado enfermo e devolver à alma a esperança e certeza de salvação era o cumprimento de sua missão aqui, dada pelo próprio Pai.
Jesus nos deixou assim o exemplo de que aos sábados é lícito fazer todo o bem que sirva para redimir um de seus filhos ou da culpa do pecado ou dos sofrimentos deste mundo. Isto também faz parte da adoração a Deus, neste dia. Acredito ser válido dizer que não cabe no exemplo de Cristo, em momento algum, qualquer racionalização mesquinha ou egoísta sobre este “bem” que é lícito fazer. Fica bem claro no exemplo de Cristo em Mateus 12 e através das palavras dadas ao profeta Isaías (58:13 e 14) que tipo de ‘bem’ é este. Podemos e devemos ajudar a outros no dia de Sábado.


Despendia Jesus tempo fora de casa e em comunhão com os outros do dia de sábado? (Marcos 2:23, Marcos 1:29-31, Lucas 14:1)
“Ora, aconteceu atravessar Jesus, em dia de sábado, as searas, e os discípulos ao passar colhiam espigas.”
“E saindo eles da sinagoga, foram, com Tiago e João, diretamente para a casa de Simão e André...”
“Aconteceu que, ao entrar ele num sábado na casa de um dos principais fariseus para comer pão, eis que o estavam observando.”


O Senhor Jesus não só atendia a comunhão congregando e ensinando nas sinagogas, como se deleitava em entreter comunhão com todas as pessoas, aos sábados; quer conversando com elas, estando em suas casas, participando de sua vida e de momentos agradáveis, como os momentos das refeições.
Jesus também demonstrou que as atividades necessárias para o atendimento das necessidades básicas do ser humano, como aquelas à prover o alimento, por exemplo, são igualmente lícitas neste dia. Até a bem pouco tempo atrás, acreditavam alguns que mesmo o acender fogo – já com todas as facilidades da vida moderna! – no dia de sábado era um verdadeiro pecado. Não há base para este tipo de pensamento, ainda que caprichoso, por assim dizer, nas Escrituras. Tudo que for possível preparar e deixar preparado durante a semana, e em se tratando principalmente dos alimentos, na sexta-feira, deve ser feito. Entretanto não devemos fazer do sábado um dia de ‘comida insonsa e fria’, por exemplo, pois isto o tornará um verdadeiro dissabor e não um deleite. O sábado deve ser especial! Ora, os discípulos tiveram que colher as espigas e provavelmente tiveram que debulhá-las e aspergir a palha para terem o alimento necessário.
Mas se você tem alguma dúvida com relação a algum “capricho” para a sua adoração no dia de sábado, vá ao Senhor, pergunte a Ele, peça a Ele para mostrar em sua palavra ou que lhe dê alguma guia com relação a isto. Fale com Ele, como se fala a um amigo: “Senhor, será este meu capricho adequado à tua adoração? Tornará isto o sábado deleitoso para mim e para os que estão comigo?
Duas coisas podemos ter em mente com relação a este tipo de situação, a primeira é a de que Deus muito se agrada quando o procuramos com as nossas questões. Por duas vezes, pelo menos, na Bíblia Ele deixa isto de forma clara e para questões muito mais sérias do que nossas dúvidas quanto a adorá-lo. Uma está em Isaías 1:18 e diz “Vinde e arrazoemos...” e o outro está em Malaquias 3:7 que diz que se nos achegarmos a Deus, Ele se achegará a nós também. Veja que maravilha!
A segunda é a de que Deus é um Deus de ordem e de capricho sim, mas Ele não se agrada de maneira alguma em algum “sacrifício desnecessário”; do tipo que torna a prática da religião um mero ritual e/ou transforme esta em um fardo tão pesado e sem nenhum atrativo, que acabe por descaracterizar todo o amor e justiça do cárater de Deus, impressos em sua Lei, que é a nossa norma de conduta. Não é isto que Ele requer de nós.
Mas se alguma dúvida temos é só levá-las ao Senhor. Ele certamente nos esclarecerá de alguma maneira; poderemos ter certeza disto pelo que é dito através do salmista em Salmos 145:18 “Perto está o Senhor de todos os que o invocam, de todos os que o invocam em verdade. E ainda o que está dito através do profeta Jeremias, no capítulo 29 e versículo 13 no mesmo livro: “Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração.”
O Senhor não deixa sem respostas e esclarecimentos, os que o bucam sinceramente para melhor louvá-lo, confiando em Sua palavra.


O que mais falou Jesus a respeito do sábado, até que ponto Jesus especificou a importância da guarda do sábado? (Mateus 24:20)
“Orai para que a vossa fuga não se dê no inverno, nem no sábado”.


No contexto deste capítulo Jesus esta dando aos discípulos orientações e profecias do que ocorreria após sua ascensão, tanto com o evangelho, quanto com Jerusalém. Aponta aqui também para o final dos tempos. Tão real era pra Jesus a importância e santidade do sábado que mesmo em situação de perigo, pelas quais alguns de seus discípulos passariam muito breve, Ele alertou para a santidade do sábado.
Em todas as circusntâncias da vida, se temos real condição de saúde física e mental, e mesmo nas situações mais adversas, devemos parar e prestar a Deus nosso louvor, nossa adoração e mesmo nossas orações pedindo socorro e livramento. Não há desculpa, em virtude “disto” ou “daquilo”, para não se adorar a Deus aos sábados.

Deu Jesus exemplo da guarda do sábado também em sua morte? (Lucas 23:54-56, Mateus 28)
“ era o dia de preparação e começava o sábado... e no sábado descansaram segundo o mandamento.”


Jesus morreu ao por-do-sol da sexta-feira. Assim como na criação o Criador “acabou a sua obra e viu que isto era muito bom” (Gênesis 2:1-3) e descansou no sétimo dia; assim também o Redentor do mundo, ao acabar a sua obra redentora, junto com o Pai e ao dizer o “está consumado” (João 19:30) para a sua obra “recriadora”, também descansou no dia de sábado.
No texto bíblico, ao lê-lo todo, você verá que mesmo os que estavam cuidando de seu sepultamento, interromperam as atividades no horário sagrado, para continuarem, então, no domingo com os preparativos para o embalsamamento. Desta forma seguiram eles o exemplo do Senhor do Sábado, que ora jazia morto pelos pecados do mundo, mas que mesmo em sua morte guardou o exemplo de separação deste dia.

E após a morte de Jesus, que dia guardavam os discípulos? (Atos 17:2; Atos 16:13; Atos 13:14-15)
“ Paulo, segundo o seu costume, foi procurá-los e, por três sábados, arrazoou com eles acerca das Escrituras.”
“No Sábado, saímos da cidade para junto deo rio, onde nos pareceu haver um lugar de oração; e, assentando-nos, falamos às mulheres que para ali tinham concorrido.”
“Mas eles, atravessando de Perge para a Antioquia da Pisídia, indo num sábado à sinagoga, assentaram-se. Depois da leitura da lei e dos profetas, os chefes da sinagoga mandaram dizer-lhes: irmãos, se tendes alguma palavra de exortação para o povo, dizei-a.”

E os primeiros cristãos, guardavam que dia? ( Atos 13:42)
“Ao saírem eles, rogaram-lhes que, no sábado seguinte, lhes falassem estas mesmas palavras.”


Tanto os discípulos quanto os primeiro crentes, temos na Bíblia, guardavam o dia de sábado. Participavam nas sinagogas e nos lugares aonde não havia um lugar mais apropriado para a adoração, eles procuravam um lugar mais adequado para orar e falar da palavra de Deus. Após a morte do Mestre, seus discípulos continuaram a confirmar o sábado como dia especial de adoração e guarda.

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