sábado, 5 de junho de 2010

O Sábado Bíblico - Resumo

Resumo - SÓ AS PERGUNTAS E AS RESPOSTAS NA BÍBLIA

Estou usando as Bíblias na versão Revista e Atualizada no Brasil, João Ferreira de Almeida: 2ª. Edição SSB; Vida Nova 13ª. Edição da CPB e a New International Version da IBS.

ESTUDO

O sábado foi instituido desde o princípio, desde a criação.

A) Que fez Deus depois de haver criado do mundo?
Gênesis 2:2 e 3 nos responde. “E, havendo Deus terminado no dia sétimo a sua obra, que fizera, descansou neste dia de toda a sua obra que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera.”


B) Mencionou Deus o sábado nos mandamentos?
Êxodo 20:1-17, especificamente sobre o sábado dos versos 8 ao 11.
“Então falou Deus todas estas palavras. ...Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; porque, em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o Senhor abençoou o dia de sábado e o santificou.”

C) Quem foi o autor dos mandamentos, quem os escreveu?
Êxodo 31:13-17.
“ ...certamente, guardareis os meus sábados; poi é sinal entre mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que eu sou o Senhor, que vos santifica. ...seis dias trabalharás, porém o sétimo dia é o sábado do repouso solene, santo ao Senhor; ...pelo que os filhos de Israel guardarão o sábado, celebrando-o por aliança perpétua nas suas gerações. Entre mim e os filhos de Israel é sinal para sempre; porque, em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, e, ao sétimo dia, descansou, e tomou alento. E, tendo acabado de falar com ele no monte Sinais, deu a Moisés as duas tábuas da Lei, tábuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus”


Parte 2 - O Sábado com o povo de Israel

D) Mas vamos ao texto de Exôdo 16: 23-30 e ver o que o povo já sabia sobre o sábado e o que Deus ensinou ali.
“Respondeu-lhes ele: Isto é o que disse o Senhor: amanhã é repouso, o santo sábado do Senhor; o que quiserdes cozer no forno, cozei-o, e o que quiserdes cozer em água, cozei-o em água; e tudo o que sobrar separai, guardando para a manhã seguinte.
E guardaram-no até pela manhã seguinte, como Moisés ordenara; e não cheirou mal, nem deu bichos. Então, disse Moisés: Comei-o hoje, porquanto o sábado é do Senhor; hoje, não o achareis no campo. Seis dias o colhereis, mas o sétimo dia é o sábado; nele, não haverá. Ao sétimo dia, saíram alguns do povo para o colher, porém não o acharam. Então, disse o Senhor a Moisés: até quando recusareis guardar os meus mandamentos e as minhas leis? Considerai que o Senhor vos deu o sábado; por isso, Ele, no sexto dia, vos dá pão para dois dias; cada um fique onde está, ninguém saia do seu lugar no sétimo dia. Assim, descansou o povo no sétimo dia.”


E) Em que outro momento, ainda neste contexto de ‘organização’ do povo, Deus faz referência ao sábado e o que isto significa?
Êxodo 23:12.
“ Seis dias farás a tua obra, mas, ao sétimo dia, descansarás;.para que descanse o teu boi e o teu jumento; e para que tome alento o filho da tua serva e o forasteiro.”

F) Mas qual a validade, a durabilidade desta Instituição? (será que era só para aquela época?) E do que o sábado é sinal?
Êxodo 31:16-17.
“Pelo que os filhos de Israel guardarão o sábado, celebrando-o por aliança perpétua nas suas gerações. Entre mim e os filhos de Israel é sinal para sempre; porque, em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, e, ao sétimo dia, descansou, e tomou alento.”

G) Por ocasião da entrega das 2ªs. tábuas da Leis qual é o mandamento que Deus faz menção especial? E qual a advertência que Ele faz também?
Êxodo 35:2.
“Trabalhareis seis dias, mas o sétimo dia vos será santo, o sábado do repouso solene ao Senhor; quem nele trabalhar morrerá.”

H) Além da criação o que mais deveria ser celebrado no sábado, pelo povo de Israel?
Deuteronômios 5:12-15.
“Guardo o dia de sábado, para o santificar, como te ordenou o Senhor, teu Deus.
...porque te lembrarás que foste servo na terra do Egito e que o Senhor, teu Deus, te tirou dali com mão poderosa e braço estendido; pelo que o Senhor, teu Deus, te ordenou que guardasse o dia de sábado.”


Parte 3 - O Sábado, Manual do Usuário

I) Mas em que ambiente o sábado é válido? E para quem ele é válido?
Levíticos 23:3 e o mesmo capítulo no verso 31.
“Seis dias trabalhareis, mas o sétimo será o sábado do descanso solene, santa convocação; nenhuma obra fareis; é o sábado do Senhor em todas as vossas moradas.”
“Nenhuma obras fareis; é estatuto perpétuo pelas vossas gerações, em todas as vossas moradas.”

J) Qual o período de guarda? Quando começa e termina um sábado?
Levíticos 23:32.
“Sábado de descanso solene vos será. ...de uma tarde a outra tarde, celebrareis o vosso sábado.”

K) Do que mais o sábado é sinal?
Ezequiel 20:12,20.
“Também lhes dei os meus sábados, para servirem de sinal entre mim e eles, para que soubessem que eu sou o Senhor que os santifica. Santificai os meus sábados, pois servirão de sinal entre mim e vós, para que saibais que eu sou o Senhor vosso Deus.”

l) Que bençãos receberão aqueles que forem fiéis guardadores do sábado?
Isaías 58:13,14.
“Se desviares o pé de profanar o sábado e de cuidar dos teus próprios interesses no meu santo dia; se chamares o sábado deleitoso e santo dia do Senhor, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, não pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falando palavras vãs, então, te deleitarás no Senhor. Eu te farei cavalgar sobre os altos da terra e te sustentarei com a herança de Jacó, teu pai, porque a boca do Senhor o disse.”

Parte 4 - O Sábado na vida de Jesus e dos Apóstolos

M) Guardava Jesus o Sábado?
Mateus 12:1 e 9; Marcos 1:21; Marcos 6:2; Lucas 4:16
“Por aquele tempo, em dia de sábado, passou Jesus pelas searas... Tendo Jesus partido dali, entrou na sinagoga deles.”
“Depois entraram em Cafarnaum, e, logo no sábado, foi ensinar na sinagoga.”
“Chegando o sábado, passou a ensinar na sinagoga...”
“Indo para Nazaré, onde fora criado, entrou, num sábado, na sinagoga, segundo o seu costume, e levantou-se para ler.”

N) Além de ir a ‘igreja’ e ensinar, o que mais Jesus gostava de fazer neste dia?
Mateus 12:10-12; Lucas 4:31-36; Lucas 4:38-39; Lucas 4:40-41; Lucas 13:10-17; Lucas 14:1-6.
“Achava-se ali um homem que tinha uma das mãos ressequida; e eles, então, com o intuito de acusá-lo, perguntaram a Jesus: É lícito curar no sábado? Ao que lhes respondeu: Qual dentre vós será o homem que, tendo uma ovelha, e, num sábado, esta cair numa cova, não fará todo o esforço, tirando-a dali? Ora, quanto mais vale um homem que uma ovelha? Logo, é lícito, nos sábados, fazer o bem. Então, disse ao homem: estende a mão. Estendeu-a, e ela ficou sã como a outra.”

O) Despendia Jesus tempo fora de casa e em comunhão com os outros do dia de sábado?
(Marcos 2:23, Marcos 1:29-31, Lucas 14:1)
“Ora, aconteceu atravessar Jesus, em dia de sábado, as searas, e os discípulos ao passar colhiam espigas.”
“E saindo eles da sinagoga, foram, com Tiago e João, diretamente para a casa de Simão e André...”
“Aconteceu que, ao entrar ele num sábado na casa de um dos principais fariseus para comer pão, eis que o estavam observando.”

P) O que mais falou Jesus a respeito do sábado, até que ponto Jesus especificou a importância da guarda do sábado?
(Mateus 24:20)
“Orai para que a vossa fuga não se dê no inverno, nem no sábado”.

Q) Deu Jesus exemplo da guarda do sábado também em sua morte?
(Lucas 23:54-56, Mateus 28)
“ era o dia de preparação e começava o sábado... e no sábado descansaram segundo o mandamento.”

R) E após a morte de Jesus, que dia guardavam os discípulos?
(Atos 17:2; Atos 16:13; Atos 13:14-15)
“ Paulo, segundo o seu costume, foi procurá-los e, por três sábados, arrazoou com eles acerca das Escrituras.”
“No Sábado, saímos da cidade para junto deo rio, onde nos pareceu haver um lugar de oração; e, assentando-nos, falamos às mulheres que para ali tinham concorrido.”
“Mas eles, atravessando de Perge para a Antioquia da Pisídia, indo num sábado à sinagoga, assentaram-se. Depois da leitura da lei e dos profetas, os chefes da sinagoga mandaram dizer-lhes: irmãos, se tendes alguma palavra de exortação para o povo, dizei-a.”

S) E os primeiros cristãos, guardavam que dia?
( Atos 13:42)
“Ao saírem eles, rogaram-lhes que, no sábado seguinte, lhes falassem estas mesmas palavras.”

Parte 5 - O Sábado na Nova Terra

T) Guardaremos o sábado na Nova Terra?
(Isaías 66: 22 e 23)
“Porque, como os novos céus e a nova terra, que hei de fazer, estarão diante de mim, diz o Senhor, assim há de estar a vossa prosperidade e o vosso nome. E será que, de uma lua nova à outra e de um sábado a outro, virá toda a carne a adorar perante mim, diz o Senhor.”

quinta-feira, 20 de maio de 2010

O Sábado Bíblico - Apresentação

Era, é e sempre será o verdadeiro dia de adoração a Deus.

O presente estudo, dividido em uma pequena série para facilitar a sua leitura, estudo e aproveitamento, tem tão somente o objetivo de ser um pouco mais completo que os estudos regulares a respeito do assunto, baseando-se somente na Bíblia como base de resposta para o que for aqui colocado, visto que toda a escritura é inspirada e fala da parte de Deus, sempre (II Timóteo 3:16 e II Pedro 1:21).
Faço algumas citações históricas sobre o contexto e teço comentários; pretendendo criar uma conversa, chamar a sua atenção para os pontos importantes que eu, como pessoa comum, consegui tirar e destacar sobre o assunto. Os comentários têm por base o que a própria Bíblia nos leva a pensar com a ajuda do Espírito Santo - pedido em oração – que também é o orientador e trás à mente o conteúdo adquirido de vários bons livros lidos e vários bons sermões assistidos; cito alguns destes como referência, ao final.
Não quero te convencer de nada. Este trabalho não é meu. Pretendo apenas mostrar a você uma verdade bíblica, pouquíssimo estudada principalmente pelas “pessoas comuns” (me refiro aqui ao fato de não sermos um teólogo ou um historiador das religiões, por exemplo) e pelas igrejas em geral, pois na sua maioria, não sei porquê, aceitam a tradição e não o que a Bíblia ensina.
Entretanto, você não precisa considerar estes comentários. Se tão somente você pegar os textos Bíblicos e começar a estudá-los, sempre pedindo o auxílio do Espírito Santo de Deus, em oração (Isaías 11:2, Isaías 34:13, Lucas 11:13), antes do estudo ou da leitura, o próprio Deus o guiará para que você também tenha a sua própria convicção, em conformidade com a vontade de nosso Deus, explanada e explicita na Bíblia de forma muito simples. Você se surpreenderá com a quantidade e conectividade dos textos bíblicos que falam do sétimo dia, como dia sagrado para Deus e de que não há dualidade com relação a este assunto nas palavras sagradas (Provérbios 2:2-5, Salmos 119:130, 119:105 e Tiago 1:5).
Este estudo tem a intenção de servir como testemunho de minha fé, daquilo que tenho certeza ser um dos assuntos mais importantes na Bíblia, assunto que é um dos diferenciais da crença dos Adventistas do 7º. Dia e, que será de importância vital para aqueles que – independente de sua atual profissão de fé - desejam sinceramente saber qual é a vontade de Deus e estar junto com o nosso Senhor Jesus Cristo, quando a derradeira hora deste mundo finalmente se consumar (basta olhar em volta para perceber que isto não é utopia e não está longe; não deve ser à toa que os próprios eruditos da ciência junto com os eruditos das religiões andam concordando em um ponto, ultimamente: o de que o mundo como nós o conhecemos caminha para um fim muito logo). E que tudo seja para Honra e Glória de Deus e a propagação de Seu grande amor por nós e de Sua palavra.

Antes de começarmos, peço ao Espírito Santo, de Deus, que nos acompanhe e nos dê o interesse e o entendimento necessário para aprendermos e colocarmos em prática a mensagem aqui exposta. E que nosso Pai – O Deus Eterno, de toda a verdade - abençôe poderosamente a sua vida para que você, leitor, possa ter a sua vida cada vez mais próxima de Jesus Cristo e daquilo que agrada a Deus, inclusive na observância do sábado. E que o Senhor Deus, através deste mesmo Espírito Santo, nos ajude realmente a dizermos como o salmista em Salmos 40:8:”Deleito-me em fazer a tua vontade, ó Deus meu; sim a Tua lei está no meu coração.” No poderoso nome de Jesus, Amém.

A série se compõe das seguintes partes:
Parte 1 Introdução
O Sábado em seu começo – Criação e Mandamentos.
Parte 2 O Sábado com o povo de Israel.
Parte 3 O Sábado – Manual do Usuário
Parte 4 O Sábado com Jesus e os Apóstolos
Parte 5 O Sábado na Nova Terra

Anexo I – Mas quem é o povo de Deus?
Anexo II – A mudança para o domingo – doutrina não bíblica
Anexo III – Mudança Profetizada.
Anexo IV – Os benefício da guarda do Sábado. (em breve!)

O Sábado Bíblico - parte 1

Parte 1 - O Sábado em seu começo - Criação e Mandamentos

INTRODUÇÃO

Estou usando as Bíblias na versão Revista e Atualizada no Brasil, João Ferreira de Almeida: 2ª. Edição SSB; Vida Nova 13ª. Edição da CPB e a New International Version da IBS.

Há na Bíblia aproximadamente 140 versos que contém a palavra sábado. E o sábado é tão profusamente citado nos primeiro livros da Bíblia, no antigo testamento, quanto nos evangelhos do novo testamento, ora citado pelo próprio Jesus quando aqui esteve.
A primeira citação será encontrada em Gênesis 2:1-3, pois o sábado foi instituido por Deus desde os fundamentos do mundo, na Criação, como memorial da mesma, num mundo perfeito e sem pecado. Foi “reentregue” e relembrado a humanidade nas tábuas dos 10 mandamentos, escritas pelo próprio dedo de Deus tal a importância destes mandamentos e citado pelo próprio Deus também, e por duas vezes, como está no capítulo 20 de Êxodo e mais precisamente no capítulo 30, verso 18, do mesmo livro; pois a humanidade, depois do pecado, já havia se esquecido da importância do sábado.
Portanto na imutável lei de Deus, a qual Jesus não mudou (Mateus 5: 17-19) quando aqui esteve, requer a observância do sábado, do sétimo dia, como dia de descanso, adoração e prática da religião e ensino que também foi prática de nosso Senhor Jesus Cristo – o Senhor do sábado, conforme Marcos 2:28.
No contexto da história da humanidade não houve mudança significativa no calendário, tanto na forma como o temos hoje e nem mesmo na forma anteriormente adotada provinda do antigo oriente médio, que altere o sétimo dia para uma “outra posição” no calendário até então. O Sétimo dia foi e sempre será o sábado, como o conhecemos ainda hoje. Outro dado histórico interessante, a este respeito, é que em mais de 140 línguas, de diferentes bases linguísticas, a palavra sábado é praticamente a mesma, tanto da forma escrita como em sua fonética e significa, sempre, o sétimo dia.
O sábado, como veremos, é um memorial da Criação, uma adoração de reconhecimento e gratidão ao Criador, um símbolo de nossa redenção, uma salvaguarda da saúde mental e física do homem, uma indicação precisa de quem é o Deus verdadeiro, uma prova de nossa lealdade para com Deus, um diferencial de salvação e vida eterna – é uma aliança, para todo o sempre, de Deus para com seu povo – “aqueles que guardam os Seus mandamentos e tem o testemunho de Jesus”, conforme é assim específicado em Apocalipse 14:12.


ESTUDO

O sábado foi instituido desde o princípio, desde a criação.
Que fez Deus depois de haver criado do mundo? Gênesis 2:2 e 3 nos responde.
“E, havendo Deus terminado no dia sétimo a sua obra, que fizera, descansou neste dia de toda a sua obra que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera.”


O primeiro ponto que podemos destacar aqui é o fato de que a instituição do Sétimo Dia como dia de descanso se dá num mundo ainda sem pecado; ou seja, não foi depois do pecado que o sábado passou a existir, ele já era uma instituição divina tão logo o mundo, perfeito e sem pecado, foi formado.
O segundo ponto é que temos um ‘marco final’ para a criação do mundo. Um memorial da Criação, de encontro especial entre Criador e criaturas. Assim como nós gostamos do reconhecimento daquilo de “bom” que fazemos, Deus gosta de celebrar conosco - suas criaturas - os Seus feitos e ter de nós o reconhecimento. Deus se revela de forma especial a nós através de toda a sua criação, mesmo ainda hoje. Já diz a Bíblia que “os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras de Suas mãos” Salmos 19:1. Hoje em dia a maioria dos estudiosos das ciências até mesmo os mais céticos, concordam que, pelo menos, há um que eles chamam de “O Grande Designer” que concebeu e ainda mantén o universo.
Ainda dentro deste segundo aspecto, ao termos claramente aqui especificado um ‘marco final’ para a criação, não podemos nos equivocar em aceitar uma mistura de verdade com inverdades, ao misturar-se a teoria da evolução aceita após, então, este “processo” criador. Alguns de nós cristãos aceitamos assim teorias humanas que infelizmente não tem respaldo bíblico. Nem sempre a ciência conseguirá explicar a Bíblia, nem sempre teremos o ‘respaldo’ científico para o que é bíblico. E são pertinentes as citações bíblicas que, também, nos alertam para isto: o “Justo viverá pela fé” ou que “sem fé é impossível agradar a Deus” (Hebreus 11:6 e Galátas 3:20). Lembre-se de que a ciência, embora nos disponibilize o erudito, por assim dizer, ainda provém do que é finito; e não pode, muitas das vezes, explicar o que é Infinito. Cuidado! Até porque duas coisas tão antagônicas em seus princípios não se misturam, por mais filosófico que seja o argumento. Quando temos criação e um marco final para a mesma, não temos lugar e espaço para outras teorias. E mesmo, ainda em última análise não é a evolução da espécie que presenciamos dia após dias, mas sim, infelizmente, a involução, cada vez mais acentuada não só da raça humana como das espécies que habitam a terra. O cuidado aqui exclamado não é tanto pelas consequências acadêmicas ou filosóficas, mas sim pelas consequências emocionais e espirituais (eternas) em sua vida, já que nossas atitudes na vida são em decorrências daquilos que cremos – ou seja, agimos como cremos, diante da vida. Quando eu misturo as coisas, deixo de ver a Deus como criador, deixo de entender a malignidade e realidade do pecado e deixo de ter em importância a mim mesmo e o próximo e pior ainda, não posso aceitar um Deus redentor! Oras, se sou consequências do acaso ou se está em mim, unicamente, o evoluir, o que mais importa? Para que Deus? Para que o respeito ao semelhante? Para que me importar comigo, realmente, ou com o mundo que vivo? Perceba como isto vai muito mais profundo e mais longe do que por vezes podemos ver de imediato.
Um terceiro ponto é, que para celebrar a criação, Deus não apenas descansou neste dia, mas o abençoou e o santificou. Portanto, poderemos adorar a Deus todos os dias e assim devemos fazê-lo de várias formas na nossa vida, vivendo e praticando aquilo que agrada a Deus; mas o sábado sempre será especial como o dia exclusivo de adoração a Deus, instituido por Deus, onde eu tenho uma benção especial ali e onde eu reconheço o Criador e Recriador – na pessoa de Jesus – que nos redimiu do pecado, e tenho, então, a santificação deste dia; porque reconheço a santificação instituída pelo Criador, desde a fundação do mundo.
Podemos ter cultos em nossas congregações em vários dias, em todos os dias e horários se assim o desejarmos, podemos colocá-los em horários que possam ser mais adequados as atividades da semana e etc (para nos ‘abastacermos’ na fé durante a semana, para agradecermos, para aprendermos mais sobre a Bíblia, para ajudarmos outros irmão e mesmo para louvar a Deus durante a semana, enfim), e não há na Bíblia, orientação em lugar algum, para que assim não se faça; mas no Sétimo Dia, no sábado, é o único dia na Bíblia, falado por Deus, escrito por Ele, solicitado por Ele, para que realmente paremos todas as nossas atividades seculares e reconheçamos a Ele como nosso Criador e Mantenedor, ofertando a Ele, exclusivamente neste dia, nosso louvor e especial adoração. Não pode ser outro dia, não é o domingo, não é a terça-feira, não é qualquer outro dia, o dia de adoração exclusiva ao Senhor. Veja bem, o dia separado para pararmos e adorarmos a Deus, o dia santificado por Ele foi o sétimo dia.
O sétimo dia é especial, o sábado é especial, por que foi santificado, pelo próprio Deus para tanto. Não foi santificado pelo pastor, ou pelo bispo, ou pelo padre ou pelo profeta. Apenas o sábado foi santificado – ou seja, separado para um propósito especial – pelo próprio Deus para que prestassemos um culto especial, então, a Ele neste dia.

É... infelizmente o homem escolheu não obedecer a Deus e por isso pecou (Gênesis 3 em diante). Foi se esquecendo de Deus e da adoração ao Criador. Desta forma Deus teve que relembrar ao homem. E isto é tão importante para Deus, que Ele mesmo escreveu as tábuas da lei – os 10 Mandamentos – para entregá-las ao homem novamente. Ele mesmo falou um por um dos mandamentos, dando especial destaque a guarda do sábado, que é o centro da Lei de Deus, quando os entregou a Moisés e falou ao povo de Israel. Como podemos conferir em Êxodo 20:8 a 11 e depois em Êxodo 31: 13-17.

Mencionou Deus o sábado nos mandamentos?
Êxodo 20:1-17, especificamente sobre o sábado dos versos 8 ao 11.

“Então falou Deus todas estas palavras. ...Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; porque, em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o Senhor abençoou o dia de sábado e o santificou.”


Quem foi o autor dos mandamentos, quem os escreveu? Êxodo 31:13-17.
“ ...certamente, guardareis os meus sábados; poi é sinal entre mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que eu sou o Senhor, que vos santifica. ...seis dias trabalharás, porém o sétimo dia é o sábado do repouso solene, santo ao Senhor; ...pelo que os filhos de Israel guardarão o sábado, celebrando-o por aliança perpétua nas suas gerações. Entre mim e os filhos de Israel é sinal para sempre; porque, em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, e, ao sétimo dia, descansou, e tomou alento. E, tendo acabado de falar com ele no monte Sinais, deu a Moisés as duas tábuas da Lei, tábuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus”


Um aspecto interessante a ser considerado aqui é o fato do mandamento sobre o sábado começar com a expressão “Lembra-te”. Todos os outros mandamentos são incisivos e diretos, começando sempre com um imperativo ‘não’.
Primeiramente na interpretação do contexto histórico, esta era uma lei que já era do conhecimento do povo. O sábado, como já vimos, já havio sido instituído desde os primórdios da história deste mundo e da humanidade. Se os outros mandamentos no seu formato e especificação eram novidades, este quanto ao Sétimo dia – o sábado – não o era. Como pode ser conferido em Exôdo 16: 23-30.
Um segundo pensamento é que este mandamento é o único com um ‘conteúdo’ para ser lembrado realmente: lembra-nos a criação, lembra-nos a adoração ao verdadeiro Criador, ao verdadeiro Deus; seria assim, então, um antídoto contra a idolatria contra as falsas ciências ou teorias, porque nem ciência de fato é a dita teoria da evolução.
Na verdade a guarda do sábado aos nos lembrar que não somos fruto do acaso e que temos um Pai poderoso, nos salvaguardaria de muita coisa, dentre elas o stress, a violência, a depressão e o suicídio, dentre outros.
Um terceiro aspecto que pode ser considerado é que o “lembra-te”, neste mandamento, tão diferente dos “nãos” dos outros, envolve, significa, requer, uma ação constante; não uma ação momentânea, imposta pelas circunstâncias onde necessitarei fazer uma escolha, muitas vezes imediata, com relação a minha atitude para com Deus ou para com o meu semelhante, como são os outros mandamentos. Neste mandamento Deus me convida, gentilmente, durante toda a semana a lembrar-me Dele como um provedor misericordioso e amoroso que merece ser adorado e louvado em Seu dia especial. Deus me convida a preparar-me nos outros dias, a não deixar tudo para a última hora, para que no sábado eu tenha condição de adorá-lo como Ele assim me convida a fazê-lo e como Ele assim merece. Deus me propicia ter uma vida mais organizada, mais produtiva e mais altruísta para que eu possa usufruir de um descanso ou de um refrigério mental, físico e espititual indo até Ele. É uma ação constante de real comunhão com Deus, onde não só eu cresço, onde não sou só eu o beneficiado e não é apenas o aspecto espiritual da minha vida que se aprimorará; mas o aspecto familiar, social (e trabalhista, por assim dizer) meu e dos que estão comigo, os que estão a minha volta serão beneficiados. É só conferir de novo no mandamento em Êxodo 20 “nem tu, nem teu filho... nem teu servo”, enfim atinge e benefícia a todos. Olha só que coisa, não? Chega ser revolucionário e perfeito! Se tão somente todos nós pudéssemos obedecer a Lei Divina, como ela é, o mundo seria realmente muitíssimo melhor, mesmo em nossos dias.
E ainda um quarto aspecto: este, o quarto mandamento é o centro do decálogo e funciona como o selo da lei de Deus. Ora, sabemos que até hoje, os mais importantes documentos são autenticados por um selo oficial. E um selo deve ter pelo menos estes três elementos: nome do dono do selo, seu título e sua jurisdição ou seu domínio. No documento de Deus ao homem, de seu tratado de ordem e amor (porque a lei de Deus é amor) para com a humanidade, repare que foi justamente no quarto mandamento – o que trata da guarda do sábado que Deus colocou a sua assinatura, o seu selo. E veja que interessante no texto do mandamento: “Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus; não farás nenhuma obra... / ...fez o Senhor os céus e a terra...”. Temos então no decálogo, o quarto mandamento trazendo explicitamente o “selo de Deus”.



A esta altura pode ser que você esteja racionalizando da seguinte forma ou se perguntando mesmo: mas quem é o povo de Deus? Isto era só para o povo de Israel... o que isto tem a ver comigo hoje? Sugiro que você leia o Anexo I.

O Sábado Bíblico - parte 2

Parte 2 - O Sábado com o povo de Israel

Mas vamos ao texto de Exôdo 16: 23-30 e ver o que o povo já sabia sobre o sábado e o que Deus ensinou ali.
“Respondeu-lhes ele: Isto é o que disse o Senhor: amanhã é repouso, o santo sábado do Senhor; o que quiserdes cozer no forno, cozei-o, e o que quiserdes cozer em água, cozei-o em água; e tudo o que sobrar separai, guardando para a manhã seguinte.
E guardaram-no até pela manhã seguinte, como Moisés ordenara; e não cheirou mal, nem deu bichos. Então, disse Moisés: Comei-o hoje, porquanto o sábado é do Senhor; hoje, não o achareis no campo. Seis dias o colhereis, mas o sétimo dia é o sábado; nele, não haverá. Ao sétimo dia, saíram alguns do povo para o colher, porém não o acharam. Então, disse o Senhor a Moisés: até quando recusareis guardar os meus mandamentos e as minhas leis? Considerai que o Senhor vos deu o sábado; por isso, Ele, no sexto dia, vos dá pão para dois dias; cada um fique onde está, ninguém saia do seu lugar no sétimo dia. Assim, descansou o povo no sétimo dia.”


Bom, primeiramente vamos considerar o aspecto da importância do sábado. Na sua providência do maná, Deus deixa claro a importância da observância do sábado e Ele reforça isto várias vezes.
Outro aspecto muito interessante, que revela o infinito amor e cuidado de Deus por aquele povo e por nós, como seus filhos, é que Deus providencia tudo o que precisamos para que possamos guardar o Seu Santo sábado e para que nada nos falte neste dia, assim como providenciou para aquele povo.
Veja que lindo isto: aquele povo era um povo que vinha de um longo período de escravidão – privação total de tudo, de todo o conforto e maximamente explorado. Um animal de carga era infinitamente melhor tratado que um escravo. Deus em seu amor e misericórdia por eles, em consideração para com sua jornada naquele deserto – tendo que carregar tanta coisa, imagine: montar e desmontar casa, acompanhar os animais, cuidar das crianças e dos velhos e etc, etc, nossa, imagine! Deus então mostra um amor imenso dando a eles o pão de cada dia, um milagre realizado todos os dias da semana – o “pão que caia do céu”; não teriam mais que se ‘matarem’ de tanto trabalhar e ficarem preocupados por um bocado miserável de pão, não! Deus agora era O provedor e Mantenedor. Poderiam cuidar de suas coisas, de sua jornada, de sua vida sem terem que se preocupar com o pão, em dia nenhum (!), para que no sábado estivessem ‘mais livres’, ‘mais descansados’ para adorar ao Criador, ao Mantenedor. Deus lhes dá um refrigério... Se mostra interessado com um aspecto de seu cotidiano; um povo que estava tão acostumado a ser explorado e mal tratado apenas por um bocado de pão por dia, agora tinha um Provedor interessado, inclusive, em que eles tivessem algum descanso. Assim Deus faz para conosco até hoje, também.
Note, o maná caía toda a semana e na sexta-feira tinha em dobro para o sábado. Deus, também providencia para nós, hoje, para que tenhamos o suficiente ou em abundância (conforme sua sabedoria e conhecimento de cada um de nós, conforme o que ele quer trabalhar em nós – pois é um Pai de amor que quer o nosso crescimento, de todos os aspectos de nossa vida, sempre), a fim de que tenhamos total condição de ir adorá-Lo no sábado, livres de toda a preocupação com nossa vida cotidiana neste dia. Deus mostrou isto no passado e ainda mostra hoje. Deus é fiel, é um provedor do pão de cada dia e do pão espiritual. É o mesmo Deus que quer nos prover refrigério para a alma, da escravidão do pecado; e ainda aqui quer nos prover um descanso para as labutas da vida. Por isso Ele nos deu Sua Lei, que nos mostra o que é pecado; por isso nos proveu Jesus que nos oferta, de graça, a remissão e salvação do pecado. (I João 3:4, Romanos 3:20, João 3:16). Quando entendemos isto podemos dizer como o salmista em Salmos 119:45 “Andarei em liberdade; pois busquei os Teus preceitos” ou ainda entenderemos o que Cristo disse em João 8:32 “e conhecereis a verdade e ela vos libertará”. Vale a pena lembrar aqui que a Verdade me liberta da escravidão do pecado e não da obediência a Lei. Senão, o evangelho em Cristo não faria sentido, assim como o explica muito bem Paulo no livro de Romanos e Galátas e mais celébremente em Romanos 3:31. Se a Lei não precisa ser obedecida em sua totalidade Cristo não precisaria ter feito tal sacrifício por nós.
Outra coisa que podemos apreender desta experiência do maná vivida pelo povo de Israel e relatada na Bíblia, é que foram realmente abençoados os que acreditaram e obedeceram. Aqueles que não creram não puderam receber ou ter a benção no sábado, nem do maná, e acabaram privados das bençãos sabáticas também, pois sofreram as consequências da preocupação e da culpa, certamente, por não terem agido da forma requerida e ainda passaram fome. Ou seja, sofreram as consequências de seu pecado. Por outro lado, Deus protegeu o povo que confiou e obedeceu das consequências de ficar sem a colheita do maná e tiveram um sábado farto e deleitoso na presença de Deus, pois os cuidados da ‘vida-não-guiada-por-Deus’ não os impediu de usufruirem das bençãos do sábado.
Deus já opera um milagre, dia após dia, durante toda a semana, na sua vida, assim como foi o do maná, para que você possa ir adorá-Lo no sábado. Ele permite que você acorde com vida, tenha saúde, um trabalho, capacidades aperfeiçoadas, livre escolha – Deus não o coage, não o obriga, ele convida – “Lembra-te”; Deus lhe permite, ou a muitos, muito conforto e total condição de adorá-lo, o que está faltando para que você possa aceitá-Lo e possa oferecer a Ele total gratidão em forma de obediência, hum?
Precisamos crer e precisamos obedecer. “A dúvida, a desobediência e a curiosidade vãs são as forças que dirigem aqueles que ainda não aprenderam a ser dirigidos pela Palavra de Deus.”

Em que outro momento, ainda neste contexto de ‘organização’ do povo, Deus faz referência ao sábado e o que isto significa? Êxodo 23:12.
“ Seis dias farás a tua obra, mas, ao sétimo dia, descansarás;.para que descanse o teu boi e o teu jumento; e para que tome alento o filho da tua serva e o forasteiro.”


Significa que o princípio do sábado rege as leis de Deus.
Observe pelo contexto bíblico (o assunto abordado no capítulo, no capítulo anterior e no posterior) que Deus estava dando outras orientações sobre vários assuntos e lá no ‘meio’ deles aparece o assunto do sábado novamente. Perceba, então, como o sábado é parte fundamental das ordenanças, das leis, da ordem instituída por Deus para as Suas coisas.
Entenda o seguinte: o povo que agora estava sendo conduzido pelo próprio Deus, naquela época, era um povo que vinha de uma história de tanta exploração, de uma escravidão tão forte no meio de uma cultura tão pagã, que já havia perdido a sua identidade de povo, de cidadãos, de pessoas humanas. Deus teve que os ensinar e “colocar ordem” em todas as coisas, orientando, dando leis para todos os assuntos, desde higiêne, alimentação, vida social até reforma agrária e condução dos negócios. Todas estas leis mais detalhadamente podem ser conferidas no livro de Levíticos. Entretanto, no meio destas leis, quando o Senhor aborda estes outros assuntos do cotidiano, Ele volta a repetir sobre o sábado. Dos mandamentos do decálogo é o único que Ele volta a enfatizar no meio das outras ordenanças. Perceba, então, a importância do sábado na ordem das coisas de Deus.

Mas qual a validade, a durabilidade desta Instituição? (será que era só para aquela época?) E do que o sábado é sinal? Êxodo 31:16-17.
“Pelo que os filhos de Israel guardarão o sábado, celebrando-o por aliança perpétua nas suas gerações. Entre mim e os filhos de Israel é sinal para sempre; porque, em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, e, ao sétimo dia, descansou, e tomou alento.”


A validade do sábado, então, é para sempre. É perpétuo.
É um sinal, para sempre, de que nós pertencemos a Deus. É um sinal perpétuo de Deus como criador e foi observado, guardado, pelo próprio Deus.
Não foi algo criado e ‘desfeito’ por Deus, a posteriore, por este ou aquele evento histórico-religioso. Não foi abolido ou mudado por Deus ou autorizado por Ele qualquer mudança neste sentido, porque a palavra de Deus é fiel assim como Ele o É. (Salmos 119:89, Isaías 40:8, Mateus 5:18, Mateus 24:35, Apocalipse 1:8, Tiago 1:17). Volto a dizer que, quando anulamos um dos mandamento tornamos a Lei de Deus sem importância. Oras, se os mandamentos não precisassem ser obedecidos em sua totalidade, se Eles não fossem tão importantes a ponto de refletir (veja bem, refletir!) o caráter de Deus perante todo o universo, se Eles não fossem a ordem de Deus, santa, para todas as coisas que regem o universo, bem, Jesus não precisaria ter morrido. Você não acha que seria muito estúpido da parte de Deus, sacrificar o seu próprio Filho, por raça tão desobedientes como nós, apenas para “consertar” a Lei que foi quebrada, uma Lei que tanto faz ser obedecida na totalidade ou não?? Nossa, isto seria a coisa, me desculpe mas, a coisa mais sem sentido de todo o universo! A Lei de Deus é Santa, todos os seus preceitos são santos e tanto é que precisou que o próprio Filho de Deus viesse para morrer por nós e nos dar a change, de através de Sua vitória, sermos vitoriosos também na obediência desta mesma Lei.
Outro aspecto dentro deste contexto é que, da mesma forma, não há autorização de Deus, em parte alguma da Bíblia para um “procurador” Seu, aqui desta terra, com ‘poder outorgado’ para responder por Ele, para tomar decisões por Ele, principalmente ‘desautorizando’ sua palavra. (Deuteronômio 32:4, Salmos 146:6). Este é um assunto inclusive que nos distingue como protestantes! Se você é protestante, como eu, porque justamente no assunto de vital importância para o seu encontro com o seu amado Mestre você aceita ensinamentos baseados puramente num tradicionalismo mundano imposto por outros e não pregado na Bíblia? Quero realmente fazê-lo pensar nisto. (Anexo II ).
Não faria o menor sentido Deus instituir um princípio, colocando seu próprio selo, e depois “mandar um recado”, dizendo que isto não vale mais. Isto não corroboraria com uma das características e qualidades que fazem de Deus o Eu Sou, que é a Fidelidade. Aliás, temos em Sua palavra, a Bíblia, uma advertência exatamente neste sentido: de que no ‘futuro’ haveria um poder, terreno, que usurparia para si o título de “procurador” de Deus e cuidaria de mudar os tempos e as leis, mas este poder não representaria as obras do Altíssimo (Daniel 7:25).
Porque não poderia ser assim? Fazendo uma analogia bem simples agora: Porque Deus é fiel, sua palavra é imutável, seus princípios são eternos! E porque o único representante de Deus nesta terra, veja bem, NESTA e não DESTA, é o Espírito Santo provindo de parte deste mesmo Deus (João, capítulos 14, 15 e 16 e Atos, capítulos 13 e 16, dentre outras referências, tratam disto muito bem e claramente). Então, aquele que muda o que está na palavra de Deus, que muda os princípios contidos lá, por simples adequação as tradições e interesses terrenos... ou de qualquer outra forma, não está fazendo a vontade de acordo com a palavra de Deus, que é imutável, por conseguinte não está sendo regido pelo poder de Deus (Anexo III).
E já que estamos tratando aqui da validade dos Mandamentos, se faz necessário comentar que o argumento muitas vezes usado para respaldar o anulamento da Lei Moral (os 10 mandamentos), de que Jesus anulou esta Lei quando por ocasião de sua morte é totalmente rebatido pelo próprio Jesus que ainda nos disse isto em tom de alerta: “ Não cuideis que vim destruir a Lei ... até que o céu ou a terra passem nem um jota ou um til se omitirá da lei” (Mateus 5:17 e 18) ou ainda, “Eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai” (João 15:10); e Isaías explicando sobre o mesmo assunto diz que o Filho do Homem veio para “engrandecer a lei e torná-la gloriosa”. (Isaías 42:21).

Por ocasião da entrega das 2ªs. tábuas da Leis qual é o mandamento que Deus faz menção especial? E qual a advertência que Ele faz também? Êxodo 35:2.
“Trabalhareis seis dias, mas o sétimo dia vos será santo, o sábado do repouso solene ao Senhor; quem nele trabalhar morrerá.”


Veja que Deus renova a importância da guarda do sábado, inclusive de forma bastante enfática quanto à consequência de não fazê-lo. Estaria Deus sendo tirano e duro, porque aquele povo era “difícil”? É... talvez. Assim como muitas vezes temos que ser mais duros com uma criança ou mesmo com um adulto que não consegue entender as coisas a menos que o mesmo se sinta ameaçado pelas consequências de não fazê-lo, Deus poderia aqui estar usando de uma linguagem mais próxima ao entendimento daquele povo sim (e de nós humanos teimosos!). Todavia isto não combinaria com duas das atribuições do caráter de Deus: Ele é amor e é verdade. E não combinaria também com um dos princípios de Seu regimento sobre as coisas do universo: o livre arbítrio. Esta primeira interpretação seria ver as coisas de Deus da forma como a nossa ‘teimosa e egoísta’ mente humana nos faz ver.
Pensando pelo lado de que Deus é amor e é verdade, aqui ele está apenas deixando muito claro uma verdade.
Você morre por trabalhar aos sábados? Foram mortos aqueles que saíram para colher o Maná aos sábados? Morremos quando escolhemos viver os sábados do jeito que queremos? Não. Não de imediato. E aqui está o mesmo ardil usado pelo Inimigo quando da tentação de Eva, não é mesmo? E com isto pensamos que está tudo certo. Abusamos da misericórdia divina.
Vejamos dois aspectos importantes desta consequência dita de forma tão explícita por Deus. O primeiro deles é de consequência imediata. Morremos sim, morremos espiritualmente cada vez que não guardamos o sábado como se deve. Deixando as ambições e o esforço humano serem o nosso guia e o nosso ‘deus’, sendo mais importantes do que a obediência a Deus e ao sacrifício de Jesus por nós, colocamo-nos desta forma sempre um pouco mais longe de Deus. A consequência deste comportamento é o que vivemos e ouvimos todos os dias, nos cada vez mais desesperançados e violetos noticiários, na TV, por exemplo. Mas ainda neste ponto há uma chance de mudança, de retorno.
O segundo aspecto mostra uma consequência “mais futura” todavia fatal. Por que uso as aspas? Porque, meu amigo, se você vier a não pertencer mais ao mundo dos vivos logo mais, o futuro já terá chegado pra você. Então precisamos ter um cuidado quando pensamos em futuros muito distantes. Ainda mais quando isto coloca em jogo a nossa salvação, o nosso ‘direito’ de estar para sempre com Deus.
Pois é, pensando um pouco mais fica claro que morremos sim e morreremos mesmo, eternamente. Não poderemos estar com Deus, porque não o aceitamos como nosso Deus e não obedecemos aos seus mandamentos.
Se eu nunca obedeço o que Deus me pede para ser feito ainda aqui, como eu poderei estar a salvo e para sempre com Ele fazendo exatamente aquilo que eu não quis fazer (aqui) numa nova terra, num paraíso, heim?! Isto realmente seria o inferno!
Você consegue perceber que quando eu obedeço a Deus, de livre e espontânea vontade, é porque eu o Amo? Você consegue perceber, de outro modo posto, que quando eu não obedeço estou dizendo que não concordo e que não aceito este Deus? Você consegue perceber que para que eu obedeça a Deus assim, eu tenho que primeiro então aceitá-lo, na pessoa de Cristo, como meu redendetor, como alguém que me amou tanto que que se dispôs a me substituir diante de Deus, pelo meu pecado? E é justamente depois que eu vou a Cristo e que O aceito que então eu tenho condição, de por amá-lo tanto, por ser tão grato, de obedecer-lhe, de fazer-lhe a vontade guardando ao mandamentos de Deus, todos! Isto é um amor incrível, que não precisa ficar usando de “mentirinhas” e subterfúgios, porque quer que você tenha consciência do que está fazendo e não que você se sinta, depois, enganado. Só um Deus grandioso e maravilhoso em amor pode fazer assim!
Por isso Deus foi muito claro ao relembrar a importância que tem o sábado dizendo também de forma explícita a consequência de não obedecê-lo. Porque Ele é amor, não quer te enganar, não quer te fazer perder tempo.
Talvez tantas especificações e lembranças, a princípio para aquele povo “difícil”, não sejam à toa e mesmo para nós hoje é de grande valia. O Senhor em sua sabedoria sabia que este seria um dos pontos controversos entre o povo de Deus da atualidade. Sendo assim deixou claro por toda a Bíblia a importância deste mandamento. Isto não quer dizer que os outros mandamentos estão excluídos porque não foram citados várias vezes. Acontece que os outros mandamentos não foram “modificados” ao longo da história da humanidade. Isto não é incrível?! Só o do sábado foi alterado!
Deus realmente sabe das coisas e tem guiado o seu povo ao longo da história deste mundo. Amém! E ele está nos dizendo: filho, não adianta você guardar todos os 9 e deixar este, eu preciso de sua obediência em todos os 10, como eu os escrevi, isto é importante para Mim porque quero ter você comigo muito breve; e isto é importante pra você pois deixará claro pra mim que você me ama e que quer estar comigo.
Sabe, Deus quer ter certeza de que você tenha entendido a vontade dEle, que você não fique enganado, ainda que o mundo diga o contrário, por isso as vezes Ele é bem claro e enfático. E principalmente para nós que nos preocupamos com nossa ‘saúde espiritual’, com o fazer a vontade de Deus, com seguir o que a Bíblia diz; aqueles para os quais a salvação da alma faz diferença, seria muito ruim perder o céu por tão pouco, não é mesmo?!
Já pensou você chegar e dizer: mas Senhor eu guardei os 9! E Deus, tristemente lhe responder: é filho, mas eu pedi com tanto ênfase mais aquele um, que para mim era especial, e você quis se deixar enganar e não me deu ouvidos. Infelizmente aqui não será um lugar pra você, porque Eu celebro o Sábado aqui (Isaías 66:22 e 23) e você não gosta disto. E eu quero meus filhos felizes aqui, não haverá mais tristezas (Apocalipse 21:4).
Então Deus está deixando claro o que Ele quer e como quer. Qual a importância principalmente deste mandamento que compõe os 10! E não só de 9. Não é fora de contexto e nem de utilidade que a Bíblia diz em Tiago 2:10 “Porque qualquer que guardar toda a lei e tropeçar em um só ponto tornou-se culpado de todos.”


Além da criação o que mais deveria ser celebrado no sábado, pelo povo de Israel? Deuteronômios 5:12-15.
“Guardo o dia de sábado, para o santificar, como te ordenou o Senhor, teu Deus.
...porque te lembrarás que foste servo na terra do Egito e que o Senhor, teu Deus, te tirou dali com mão poderosa e braço estendido; pelo que o Senhor, teu Deus, te ordenou que guardasse o dia de sábado.”


Um sábado para celebrar, para alegria, para gratidão, para recordar as bençãos da libertação do cativeiro. Desta maneira, também, como podemos extrair do texto, para praticar a misericórdia. Da mesma forma como Deus havia usado de misericórdia para com eles, com esta mesma misericórdia deviam eles tratar para com os seus próprios servos.
A mesma linha de pensamento é válida para celebrarmos o sábado hoje em dia. Praticando a misericórdia todos os dias, uma vez que nos “lembramos” do sábado nos outros dias, e nos reabastecendo dela, na Fonte, aos sábados. E agindo também com misericórdia neste dia (Mateus 12:12 “...portanto é lícito fazer bem ao sábado.”). Afinal temos sido alvos da misericórdia – além de todo entendimento – de Deus para conosco; e se de graça recebemos, de graça também ofertamos, praticando-a. (Mateus 10:8 “...de graça recebeste, de graça dai.”).
A celebração deste dia, como Deus pede, nos ajuda a lembrar de nossa “recriação” em Jesus Cristo, que nos libertou do cativeiro do pecado e nos reconciliou com Deus, através de seu sacrifício na cruz. Desta forma nos faz amá-Lo ainda mais, nos aproxima de Deus, nos faz melhores criaturas!

O Sábado Bíblico - parte 3

Parte 3 - O Sábado, Manual do Usuário


Mas em que ambiente o sábado é válido? E para quem ele é válido? Levíticos 23:3 e o mesmo capítulo no verso 31.
“Seis dias trabalhareis, mas o sétimo será o sábado do descanso solene, santa convocação; nenhuma obra fareis; é o sábado do Senhor em todas as vossas moradas.”
“Nenhuma obras fareis; é estatuto perpétuo pelas vossas gerações, em todas as vossas moradas.”


Em todas as vossas moradas. Em todo o tipo: na casa, no trabalho, no comércio.
Neste contexto de Levíticos, Deus estava falando sobre as festas que o povo poderia e deveria celebrar e o sábado é citado como a primeira delas. Ora as festas eram para todos, igualmente, celebrarem e terem motivo de alegria e de reconhecimento pelas bençãos. Então, o sábado deveria ser a primeira festa a ser celebrada, por todos, ricos e pobres, príncipes e servos. O descanso de Deus vale para todos! Até porque, assim como a Bíblia fala em Atos 10:34 “Reconheço por verdade, que Deus não faz acepção de pessoas;”.
Outro destaque importante é ver que Deus reforça o ser o sábado um estatuto perpétuo.
Observe também que como ordenaça principal do decálogo, o mandamento do sábado me define um ‘estilo de vida’. As coisas de Deus são realmente completas. Então, eu vou me lembrar do sábado, e vou me preparar durante a semana, e vou levar a ‘minha religião’ para todos os lugares onde eu estiver – no trabalho, no comércio, na casa - e vou andar em conformidade com o Seu querer durante toda a semana. E o sábado será importante, e a vontade de Deus será importante, não só no dia do sábado onde eu O celebro como Criador, mas durante todos os dias, em todos os aspectos da minha vida.
Agora começamos a entender porque o sábado é um mandamento central no decálogo.
E isto é maravilhoso! Entender um pouquinho mais da grandeza de Deus, do seu amor por nós e constatar as suas verdades que fazem parte de um todo, que podem ser comprovadas em toda a sua Palavra.

Qual o período de guarda? Quando começa e termina um sábado? Levíticos 23:32.
“Sábado de descanso solene vos será. ...de uma tarde a outra tarde, celebrareis o vosso sábado.”


Veja que aqui novamente Deus apenas reforça uma informação, baseada na ordem como Ele estabeleceu as coisas e inclusive os dias, desde a criação. O dia, o período de 24 horas instituído por Deus, é contado de por-do-sol à por-do-sol. Não deve ter sido à toa que Deus fez questão que ao se contar a história da criação fosse enfatizado isto. Basta ler Gênesis 1 os versos 8, 13,19,23 e 31.
A forma de contagem do período de um dia como a conhecemos hoje não é bíblica. Nem por isso deixamos de respeitá-la uma vez que rege nossa vida aqui. Entretanto ao guardarmos o Sábado Bíblico, guardamo-o de acordo com o que está na Bíblia, que é a forma como Deus originalmente instituiu a contagem dos dias.
Então a guarda do Sábado começa no por-do-sol da sexta-feira e vai até o por-do-sol do sábado. Sendo assim, a sexta-feira, antes do por-do-sol não é um dia de guarda, também, como creem alguns, mas por excelência um dia de preparação. Para que os últimos arranjos e preparativos para o Sábado, em minha casa, no meu trabalho, com aqueles com quem passarei o Sábado, sejam feitos e terminados para recebermos o Sábado, ao por-do-sol (da sexta-feira) prontos, com louvores ao Senhor e agradecidos.
A Bíblia traz referências quanto ao ser a sexta-feira um dia de preparação quando fala do maná em Êxodo 16:23 no antigo testamentoe e em Marcos 15:42 no novo testamento, quando por ocasião do sepultamente de Jesus, que inclusive em sua morte, guardou o Sábado. As mulheres que o prepararam para o sepultamento estavam cuidadando para que tudo se desse antes do por-do-sol da sexta-feira.

Do que mais o sábado é sinal? Ezequiel 20:12,20.
“Também lhes dei os meus sábados, para servirem de sinal entre mim e eles, para que soubessem que eu sou o Senhor que os santifica. Santificai os meus sábados, pois servirão de sinal entre mim e vós, para que saibais que eu sou o Senhor vosso Deus.”

Aqui podemos ver que a palavra santificação é bastante usada. Este aspecto foi bastante enfatizado aqui. Santificação é separação de alguma coisa para um fim especial, usada de forma mais apropriada para se referir a contextos espirituais. E aqui fala que, primeiro, é para que saibamos quem é o “Senhor que nos santifica”, que nos separa, que nos faz especiais, através de Seu poder transformador, na sua recriação em Cristo Jesus nosso redentor e salvador. E como posso eu conseguir isto? Bem, a bíblia fala em Efésios 2:8 “isto não vem de nós e dom de Deus”; quando eu separo o sábado, como um dia especial de adoração a Deus, eu tenho condições, então, de vivênciar a presença de Deus na minha vida e me nutrir das qualidades e deste dom que vem Dele para que eu possa ser transformado, separado – santificado!
Vale a pena frisar também, umas vez que a passagem bíblica traz isto uma vez mais, que é a ênfase na “separação” do sábado – santificai os meus sábados. Separai os meus sábados. O dia santificado, separado por Deus, para a Sua adoração foi, é e será o sétimo dia, o sábado.
O sábado também é um sinal de legitimidade, tanto do povo que pertence a Deus, quanto de qual é o “deus” real merecedor de nossa adoração.
Mas veja que interessante esta colocação do tempo do verbo no futuro: “servirão”. Podemos denotar aqui, primeiro a conexão com o que já havia sido falado antes, pela Bíblia, “de que o sábado é um sinal perpétuo”, correto? E segundo, isto nos deixa claro que o sábado será válido pra sempre. O sétimo dia continua válido como um ‘ponto’ de indicacão da legitimidade quanto a que Deus devo adorar, que Deus será o verdadeiro, que caminho realmente leva a Deus.
Veja, o amor de Deus é único, constante e até incompreensível – na sua totalidade - para nós seres finitos e egoístas. Mas desde o princípio Deus ‘foi deixando’ claro o que seria mais importante (por assim dizer) para estes últimos dias, como não nos confundirmos com a diversidade de filosofias religiosas, de ritos e de sociedades. Qual é o caminho que realmente leva ao Deus, que vale a pena servir, para não nos confundirmos com os “deuses” deste mundo. Qual é o Deus que realmente me santifica, que tem o poder transformador.
Muito breve, na história desta humanidade já debilitada e desesperançada, por tantos milênios, já, de pecado, seremos chamados a escolher qual deus será o nosso, qual cristo será o nosso guia pessoal: se o Cristo, Filho do Deus Altíssimo ou se os ‘cristos-luciferianos’ desta terra. E seremos chamados a decidir por um dia de guarda para louvar ao deus de nossa escolha, assim como está em Apocalipse 14:9-12. Aqueles que se decidirem pelo Deus do Céu, pelo Cristo, que é a verdade, o caminho e a vida (João 14:6), e perseverarem nesta verdade certamente terão todas as recompensas de um novo céu e uma nova terra, relatadas em Isaías e no Apocalipse. Nós teremos que ter a certeza de que o sábado bíblico é o verdadeiro, é o único de aliança com o Deus de Verdade, é o que me assegurará estar no caminho correto, independente do que me for colocado como consequência desta escolha. O sábado muito breve será um sinal de nossa lealdade para com o Criador, será um selo de Deus sobre os Seus.
Eu espero, sinceramente, que você aceite o convite, compreenda esta verdade bíblica e que nos encontremos, muito breve, lá onde o pecado não mais existirá e habitaremos para sempre, face a face, com Deus! Que maravilha será isto!! Que maravilha!
(Isaías 65:17-25 e 66:21-23 e Apocalipse 21)

Que bençãos receberão aqueles que forem fiéis guardadores do sábado? Isaías 58:13,14.
“Se desviares o pé de profanar o sábado e de cuidar dos teus próprios interesses no meu santo dia; se chamares o sábado deleitoso e santo dia do Senhor, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, não pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falando palavras vãs, então, te deleitarás no Senhor. Eu te farei cavalgar sobre os altos da terra e te sustentarei com a herança de Jacó, teu pai, porque a boca do Senhor o disse.”

A obediência à aliança de Deus conosco nos trará bençãos espirituais, tanto temporais para a nossa vida aqui quanto eternas.
O texto aqui também nos dá uma excelente idéia do que “fazer ou não” no sábado. Como realmente agradar a Deus neste dia. E o sermão de Cristo a respeito de que “se alguém quer seguí-lo, então, negue-se a si mesmo e tome a Sua cruz e siga” cai perfeitamente aqui como entendimento de que não é a minha vontade, carnal e pecadora, que deve ter primazia neste dia (nem em dia algum, mas principalmente neste). O entendimento aqui pode até ser um pouco mais profundo: não é o meu melhor que eu devo oferecer pra Deus, de acordo com aquilo que Eu acho que é o melhor – isto foi a oferta de Caim. É a vontade de Deus que deve ser feita, é o humilhar do meu eu em submissão a obediência a Deus que deve ser buscada, para que então a minha vontade se coloque em conformidade com a vontade de Deus. E então eu direi como o salmista “deleito-me em fazer a tua vontade o Deus meu...” (Salmos 40:8). E então eu terei prazer em guardar, em obedecer a tudo o que Deus me pede e o sábado será um deleite.

Qdo me deleito no Senhor, minha vontade estará de acordo com a vontade de Deus. Então, certamente poderei pedir e me será dado, poderei buscar e encontrarei bençãos ilimitadas, espirituais. Pois a Bíblia fala em Mateus 6:33 que o meu foco então estará em buscar primeiro o reino de Deus e não as coisas temporais deste mundo, com as quais não devo e não preciso me preocupar, ficar ansioso por elas (Mateus 6:19-21). Encontrarei também fortaleza para vencer o pecado – toda e qualquer coisa que me afasta de Deus; terei a atitude, a vontade e as qualidades necessárias para desenvolver o fruto do espírito (Galatas 5). Terei humildade para reconhecer e pedir perdão de minhas faltas a Deus e ao meu semelhante (Filipenses 2:13, Salmos 51:10, Isaías 55:7) e principalmente terei a fé e a confiança que agradam a Deus e fazem com que Ele se incline ainda mais para mim e ouça o meu clamor de socorro se for o caso (Hebreus 12:2, Salmos 40:1-4, Hebreus 11:6). Serei abençoado em meu cotidiano, de acordo com Sua vontade e também terei as bençãos materiais de que preciso para o meu sustento aqui neste mundo. (Mateus 6:25-34, Salmos 37:5).
Perceba como a Bíblia é uma mensagem só, uma palavra – de Deus – com sua mensagem de amor, salvação e vida prática cristã, conectadas umas às outras, onde o sábado é mais um aspecto deste amor e importante diferencial na salvação daquele que crê e que obedecer a vontade de Deus.

O Sábado Bíblico - parte 4

Parte 4 - O Sábado na vida de Jesus e dos Apóstolos

O que o novo testamento nos fala sobre o sábado? Como Jesus viveu os sábados enquanto aqui viveu? Como os apóstolos viveram os sábados?

Só no novo testamento são mais de 50 citações a respeito do Sábado falando de como Jesus pensou e agiu para com este dia e de como os apóstolos também se comportaram neste dia. A primeira delas aparece em Mateus 12:1.

Guardava Jesus o Sábado? Mateus 12:1 e 9; Marcos 1:21; Marcos 6:2; Lucas 4:16
“Por aquele tempo, em dia de sábado, passou Jesus pelas searas... Tendo Jesus partido dali, entrou na sinagoga deles.”
“Depois entraram em Cafarnaum, e, logo no sábado, foi ensinar na sinagoga.”
“Chegando o sábado, passou a ensinar na sinagoga...”
“Indo para Nazaré, onde fora criado, entrou, num sábado, na sinagoga, segundo o seu costume, e levantou-se para ler.”


O próprio senhor do sábado, conforme as mesmas palavras de Jesus em Mateus 12:8, nos deu vivido exemplo de respeito, de separação, de guarda deste dia enquanto viveu entre nós. Vemos por estes textos, também, que não há desculpa alguma para não congregarmos, como irmãos, em nossas igrejas neste dia. O próprio Jesus ía a cada sábado, na “igreja” para congregar com eles, para participar com os seus – ensinando-os, como era seu costume, diz a Bíblia.
Portanto, não só devemos separar este dia para a adoração especial de nosso Deus, para reconhecê-lo como criador, mas devemos congregar como irmãos. A Bíblia e o próprio Jesus nos deixa claro que não há apoio divino para a religião do “eu sozinho”, quando há toda a condição para a congregação.

Além de ir a ‘igreja’ e ensinar, o que mais Jesus gostava de fazer neste dia? Mateus 12:10-12; Lucas 4:31-36; Lucas 4:38-39; Lucas 4:40-41; Lucas 13:10-17; Lucas 14:1-6.
“Achava-se ali um homem que tinha uma das mãos ressequida; e eles, então, com o intuito de acusá-lo, perguntaram a Jesus: É lícito curar no sábado? Ao que lhes respondeu: Qual dentre vós será o homem que, tendo uma ovelha, e, num sábado, esta cair numa cova, não fará todo o esforço, tirando-a dali? Ora, quanto mais vale um homem que uma ovelha? Logo, é lícito, nos sábados, fazer o bem. Então, disse ao homem: estende a mão. Estendeu-a, e ela ficou sã como a outra.”


Pelas quatro biografias de Jesus, na bíblia, poderemos constatar uma das atividades preferidas de Jesus aos sábados: “recriar” - curar! Lucas, praticamente se especializou em contar muitas delas, talvez por seu interesse especial na ciência de recuperar a vida.
E aqui, entre os homens, estava o doador da vida, o criador em pessoa, que se enternecia com os sofrimentos humanos e em acordo com o que Ele mesmo inspirou o profeta Isaías a nos dizer sobre o sábado, Ele mesmo cumpria: tornava o sábado deleitoso para todos os que estivessem junto dele, provendo vida e vida em abundância! Que maravilha! (João 10:10). Não fazia o bem para proveito próprio, mas adorava no sábado e exaltava o Deus Pai, com a recriação de seus filhos, para que os mesmo tivessem toda a condição de vida, para adorar o mesmo Deus. Redimir o corpo de seu estado enfermo e devolver à alma a esperança e certeza de salvação era o cumprimento de sua missão aqui, dada pelo próprio Pai.
Jesus nos deixou assim o exemplo de que aos sábados é lícito fazer todo o bem que sirva para redimir um de seus filhos ou da culpa do pecado ou dos sofrimentos deste mundo. Isto também faz parte da adoração a Deus, neste dia. Acredito ser válido dizer que não cabe no exemplo de Cristo, em momento algum, qualquer racionalização mesquinha ou egoísta sobre este “bem” que é lícito fazer. Fica bem claro no exemplo de Cristo em Mateus 12 e através das palavras dadas ao profeta Isaías (58:13 e 14) que tipo de ‘bem’ é este. Podemos e devemos ajudar a outros no dia de Sábado.


Despendia Jesus tempo fora de casa e em comunhão com os outros do dia de sábado? (Marcos 2:23, Marcos 1:29-31, Lucas 14:1)
“Ora, aconteceu atravessar Jesus, em dia de sábado, as searas, e os discípulos ao passar colhiam espigas.”
“E saindo eles da sinagoga, foram, com Tiago e João, diretamente para a casa de Simão e André...”
“Aconteceu que, ao entrar ele num sábado na casa de um dos principais fariseus para comer pão, eis que o estavam observando.”


O Senhor Jesus não só atendia a comunhão congregando e ensinando nas sinagogas, como se deleitava em entreter comunhão com todas as pessoas, aos sábados; quer conversando com elas, estando em suas casas, participando de sua vida e de momentos agradáveis, como os momentos das refeições.
Jesus também demonstrou que as atividades necessárias para o atendimento das necessidades básicas do ser humano, como aquelas à prover o alimento, por exemplo, são igualmente lícitas neste dia. Até a bem pouco tempo atrás, acreditavam alguns que mesmo o acender fogo – já com todas as facilidades da vida moderna! – no dia de sábado era um verdadeiro pecado. Não há base para este tipo de pensamento, ainda que caprichoso, por assim dizer, nas Escrituras. Tudo que for possível preparar e deixar preparado durante a semana, e em se tratando principalmente dos alimentos, na sexta-feira, deve ser feito. Entretanto não devemos fazer do sábado um dia de ‘comida insonsa e fria’, por exemplo, pois isto o tornará um verdadeiro dissabor e não um deleite. O sábado deve ser especial! Ora, os discípulos tiveram que colher as espigas e provavelmente tiveram que debulhá-las e aspergir a palha para terem o alimento necessário.
Mas se você tem alguma dúvida com relação a algum “capricho” para a sua adoração no dia de sábado, vá ao Senhor, pergunte a Ele, peça a Ele para mostrar em sua palavra ou que lhe dê alguma guia com relação a isto. Fale com Ele, como se fala a um amigo: “Senhor, será este meu capricho adequado à tua adoração? Tornará isto o sábado deleitoso para mim e para os que estão comigo?
Duas coisas podemos ter em mente com relação a este tipo de situação, a primeira é a de que Deus muito se agrada quando o procuramos com as nossas questões. Por duas vezes, pelo menos, na Bíblia Ele deixa isto de forma clara e para questões muito mais sérias do que nossas dúvidas quanto a adorá-lo. Uma está em Isaías 1:18 e diz “Vinde e arrazoemos...” e o outro está em Malaquias 3:7 que diz que se nos achegarmos a Deus, Ele se achegará a nós também. Veja que maravilha!
A segunda é a de que Deus é um Deus de ordem e de capricho sim, mas Ele não se agrada de maneira alguma em algum “sacrifício desnecessário”; do tipo que torna a prática da religião um mero ritual e/ou transforme esta em um fardo tão pesado e sem nenhum atrativo, que acabe por descaracterizar todo o amor e justiça do cárater de Deus, impressos em sua Lei, que é a nossa norma de conduta. Não é isto que Ele requer de nós.
Mas se alguma dúvida temos é só levá-las ao Senhor. Ele certamente nos esclarecerá de alguma maneira; poderemos ter certeza disto pelo que é dito através do salmista em Salmos 145:18 “Perto está o Senhor de todos os que o invocam, de todos os que o invocam em verdade. E ainda o que está dito através do profeta Jeremias, no capítulo 29 e versículo 13 no mesmo livro: “Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração.”
O Senhor não deixa sem respostas e esclarecimentos, os que o bucam sinceramente para melhor louvá-lo, confiando em Sua palavra.


O que mais falou Jesus a respeito do sábado, até que ponto Jesus especificou a importância da guarda do sábado? (Mateus 24:20)
“Orai para que a vossa fuga não se dê no inverno, nem no sábado”.


No contexto deste capítulo Jesus esta dando aos discípulos orientações e profecias do que ocorreria após sua ascensão, tanto com o evangelho, quanto com Jerusalém. Aponta aqui também para o final dos tempos. Tão real era pra Jesus a importância e santidade do sábado que mesmo em situação de perigo, pelas quais alguns de seus discípulos passariam muito breve, Ele alertou para a santidade do sábado.
Em todas as circusntâncias da vida, se temos real condição de saúde física e mental, e mesmo nas situações mais adversas, devemos parar e prestar a Deus nosso louvor, nossa adoração e mesmo nossas orações pedindo socorro e livramento. Não há desculpa, em virtude “disto” ou “daquilo”, para não se adorar a Deus aos sábados.

Deu Jesus exemplo da guarda do sábado também em sua morte? (Lucas 23:54-56, Mateus 28)
“ era o dia de preparação e começava o sábado... e no sábado descansaram segundo o mandamento.”


Jesus morreu ao por-do-sol da sexta-feira. Assim como na criação o Criador “acabou a sua obra e viu que isto era muito bom” (Gênesis 2:1-3) e descansou no sétimo dia; assim também o Redentor do mundo, ao acabar a sua obra redentora, junto com o Pai e ao dizer o “está consumado” (João 19:30) para a sua obra “recriadora”, também descansou no dia de sábado.
No texto bíblico, ao lê-lo todo, você verá que mesmo os que estavam cuidando de seu sepultamento, interromperam as atividades no horário sagrado, para continuarem, então, no domingo com os preparativos para o embalsamamento. Desta forma seguiram eles o exemplo do Senhor do Sábado, que ora jazia morto pelos pecados do mundo, mas que mesmo em sua morte guardou o exemplo de separação deste dia.

E após a morte de Jesus, que dia guardavam os discípulos? (Atos 17:2; Atos 16:13; Atos 13:14-15)
“ Paulo, segundo o seu costume, foi procurá-los e, por três sábados, arrazoou com eles acerca das Escrituras.”
“No Sábado, saímos da cidade para junto deo rio, onde nos pareceu haver um lugar de oração; e, assentando-nos, falamos às mulheres que para ali tinham concorrido.”
“Mas eles, atravessando de Perge para a Antioquia da Pisídia, indo num sábado à sinagoga, assentaram-se. Depois da leitura da lei e dos profetas, os chefes da sinagoga mandaram dizer-lhes: irmãos, se tendes alguma palavra de exortação para o povo, dizei-a.”

E os primeiros cristãos, guardavam que dia? ( Atos 13:42)
“Ao saírem eles, rogaram-lhes que, no sábado seguinte, lhes falassem estas mesmas palavras.”


Tanto os discípulos quanto os primeiro crentes, temos na Bíblia, guardavam o dia de sábado. Participavam nas sinagogas e nos lugares aonde não havia um lugar mais apropriado para a adoração, eles procuravam um lugar mais adequado para orar e falar da palavra de Deus. Após a morte do Mestre, seus discípulos continuaram a confirmar o sábado como dia especial de adoração e guarda.

O Sábado Bíblico - parte 5

Parte 5 - O Sábado na Nova Terra

Guardaremos o sábado na Nova Terra? (Isaías 66: 22 e 23)
“Porque, como os novos céus e a nova terra, que hei de fazer, estarão diante de mim, diz o Senhor, assim há de estar a vossa prosperidade e o vosso nome. E será que, de uma lua nova à outra e de um sábado a outro, virá toda a carne a adorar perante mim, diz o Senhor.”

Isaías é praticamente uma mini-bíblia dentro da Bíblia. E dentre outros assuntos, fala das profecias da Jerusalém antiga (que seria restaurada) e reserva para o seu último capítulo, como se fosse um mini livro do Apocalipse, o descrever na Nova Jesuralém. E como podemos constatar pelo texto bíblico, sem sombra de dúvida ele está se referindo à Nova Terra, depois da 2ª. vinda de Cristo relatada no Apocalipse; aquela que o próprio Cristo disse que iria e prepararia moradas para os fiéis (João 14:1,2,3, Atos 1:11).
Fica claro neste texto que adoraremos ao Senhor no Sábado nos novos céus e nova terra. A lei de Deus é pérpetua, é o Seu princípio de criação e governo do universo, portanto, não poderia ser diferente.
Será maravilhoso podermos adorar, aos sábados, vendo o próprio Jesus face a face! Que maravilha!

E para encerrar este estudo o texto seguinte me parece muito apropriado para tal:
Jesus, o próprio “Senhor do Sábado, convida a todos a que sigam o Seu exemplo. Aqueles que atendem o Seu chamado desfrutam do sábado como dia de deleite e festa espiritual – um antegozo do Céu. Descobrem que o sábado foi designado por Deus para prevenir o desencorajamento espiritual. Semana após semana, o sétimo dia conforta a nossa consciência, assegurando-nos que, a despeito de nossos caracteres imperfeitos, somos completos em Cristo. Suas realizações no Calvário servem como nossa expiação. Ingressamos em Seu repouso” (Nisto Cremos, pag. 352.)

Foi uma benção levar até você uma parte da palavra de Deus. Sinta-se a vontade para perguntar. Até mais!